terça-feira, dezembro 22, 2009

As Horas


Zeus era o mais importante dos deuses gregos. Ele mantinha a ordem e a justiça do mundo e dominava o Céu e fenômenos atmosféricos como chuvas e raios. Sua ascensão ao poder foi conquistada pelas vitórias em diversas lutas. A primeira delas foi contra o pai Crono, que devorava os filhos quando nasciam para se livrar da maldição de Gaia e evitar que um deles tomasse seu trono, como ele havia feito com o pai Urano.

Quando Zeus estava para nascer, Réia, auxiliada por Gaia, escapou da vigilância de Crono para dar à luz. Deixou o bebê Zeus sob os cuidados das Ninfas e, para enganar o marido, entregou pedra envolta em panos, que Crono engoliu. Quando adulto, Zeus e os irmãos lutaram contra o pai e o venceram. Zeus ficou com o Olimpo e o domínio do mundo.

Gaia ficou descontente com os olímpicos que aprisionaram os Titãs e enviou os Gigantes para vingá-los. Ajudado pelos irmãos e filhos, Zeus enfrentou os Gigantes e venceu. Gaia uniu-se ao Tártaro e gerou Tifão, monstro alado com cem cabeças de serpente e olhos que expeliam fogo. Zeus e a filha Atena resistiram ao monstro.

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Solange Firmino


Leia o texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.



Imagem: As Horas, reprodução de escultura.


sábado, dezembro 05, 2009

Hércules mata o Leão de Neméia


Na Grécia antiga, um Leão feroz devastava a região de Neméia, perto de Micenas e Corinto, devorando rebanhos e seres humanos. O Leão era filho de Équidna, monstro com corpo de mulher e cauda de serpente que vivia nas profundezas. Com Tifão, Équidna gerou o Leão de Neméia e outras criaturas como Fix, Ortro, Hidra de Lerna, Cérbero e Quimera. Esses monstros eram violentos, por isso foram combatidos pelos heróis.

Um dos heróis que mais mataram monstros foi Héracles, mais conhecido pelo nome romano Hércules, filho de Zeus com a mortal Alcmena. Hera, a esposa ciumenta de Zeus, provocou uma loucura temporária em Hércules, que acabou matando a esposa e os filhos. Quando lúcido novamente, o herói consultou o Oráculo de Delfos, que o aconselhou a servir seu primo Euristeu. Simpatizante de Hera, o rei impôs-lhe perigosos trabalhos, os quais Hera fez de tudo para atrapalhar .

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Solange Firmino


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quinta-feira, dezembro 03, 2009

Resultados do 27º Concurso Takemoto


Eis os vencedores das categorias de língua portuguesa do 27º Concurso Literário Yoshio Takemoto.

Foram agraciados com Menção Honrosa dois concorrentes em cada categoria. Adicionalmente, os julgadores puderam atribuir um Prêmio Especial aos trabalhos de grande qualidade.

Os Prêmios Especiais receberão diplomas, R$ 500,00 em dinheiro e uma anuidade da revista Brasil Nikkei Bungaku. As menções honrosas receberão diplomas e R$ 100,00 em dinheiro. Os trabalhos premiados serão publicados no número 34 da revista Brasil Nikkei Bungaku (março de 2010).

Vencedores

1. CONTOS
Julgamento de Kasuko Hirata e Sumiko Nishitani Ikeda

Prêmio Especial
“Copacabana”
Maria Antonia Demasi
S.Paulo, SP

Menção Honrosa
“Águas termais”
Giovani Roehrs Gelati
Uruguaiana, RS

Menção Honrosa
“O caso couves”
Ricardo Lahud
S.Paulo, SP

2. POESIA
Julgamento de Eunice Arruda e Yoji Fujyama

Prêmio Especial
“O irmão”
Elias Antunes
Brasília, DF

Menção Honrosa
“Lendário”
Moduan Matus
Nova Iguaçu, RJ

Menção Honrosa
“Movimentos”
Solange Firmino de Souza
Rio de Janeiro, RJ

3. HAICAI
Julgamento de Edson Kenji Iura e Teruko Oda

Não houve Prêmio Especial

Menção Honrosa
“Silêncio da tarde”
Benedita Azevedo
Magé, RJ

Menção Honrosa
“Ipê amarelo”
Maria Heloisa
Santos, SP

Parabéns aos vencedores. A cerimônia de premiação ocorrerá no mês de março de 2010, em dia a ser marcado, na cidade de São Paulo.

Fonte: KAKINET

sábado, novembro 21, 2009

O herói Jasão

Jasão era filho de Esão, rei da Tessália, mas não ocupou logo o trono, pois havia sido tomado pelo irmão do rei, Pélias. Assim que Jasão nasceu, Pélias mandou matá-lo, mas ele foi salvo pelos pais, que o entregaram a Quíron. O centauro educou Jasão até os 20 anos, época em que Pélias organizou uma festa. Jasão resolveu aparecer na festa e, para chegar lá, atravessou a nado um rio e perdeu uma das sandálias, o que fez o tio se lembrar de uma profecia sobre um estrangeiro descalço que seria seu inimigo mortal.

Pélias reconheceu Jasão e, para evitar perder o trono, deu ao sobrinho uma tarefa considerada impossível: ele deveria capturar o Velocino de Ouro, só então seria rei. O Velocino pertencia ao carneiro que salvou os filhos de Átamas de serem sacrificados sob as ordens da madrasta. O carneiro voador foi enviado por Zeus e levou as crianças nas costas. Ao passar pelo canal que separa a Europa da Ásia, Hele caiu do carneiro, daí o nome do mar, Helesponto. Frixo continuou o voo e desceu na Cólquida, onde sacrificou o carneiro a Zeus e entregou o velo (a pele do carneiro) ao rei, que o consagrou ao deus Ares em um bosque com guardião.

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Solange Firmino


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Imagem: Jasão entrega o Tosão a Pélias. Museu do Louvre, artista desconhecido.

domingo, novembro 08, 2009

Cadmo e os Labdácidas


Agenor era bisneto de Zeus e teve vários filhos, como Europa e Cadmo, importantes personagens nos mitos gregos. Europa foi raptada por Zeus e o rei ordenou que os filhos Cadmo, Fênix e Cílix a procurassem em todo lugar e eles não poderiam voltar sem a irmã. Durante a busca, que se tornou infrutífera, os irmãos fundaram várias cidades e nelas se instalaram. Fênix se ficou na Fenícia; Cílix na Cilícia e Cadmo na Grécia.

Cadmo viajou com a mãe, Telefassa, e com ela viveu um tempo na Trácia. Após a morte da mãe, ele foi aconselhado pelo Oráculo de Delfos a parar de procurar a irmã e fundar uma cidade. Ele deveria escolher o local seguindo uma vaca até que esta caísse de cansaço. Quando encontrou a vaca com o sinal previsto, Cadmo a seguiu até a região da Beócia, onde ela parou. Quando tentou pegar água em uma fonte, teve que matar a pedrada o dragão que a guardava, pois este matou primeiro os companheiros de Cadmo.

A conselho de Atena, Cadmo semeou na terra os dentes do dragão morto. Dos dentes semeados surgiram guerreiros armados e ameaçadores. Cadmo jogou uma pedra no meio deles, o que desencadeou uma disputa após se acusarem uns aos outros. No fim da luta restaram cinco guerreiros vivos, os Spartói (os Semeados), que ajudaram Cadmo na fundação de Tebas e foram considerados ancestrais das famílias tebanas nobres.

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Solange Firmino


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Imagem: Édipo e a Esfinge.

domingo, outubro 25, 2009

Zagreu, o primeiro Dioniso

De acordo com os mistérios órficos, o primeiro Dioniso, chamado Zagreu, nasceu de Zeus e Perséfone. Para que a ciumenta esposa Hera não fizesse nada contra o menino, Zeus o deixou aos cuidados de Apolo e os curetes na região do monte Parnaso. Mas Hera descobriu o esconderijo e ordenou aos Titãs que o capturassem. Zagreu tentou fugir metamorfoseado em touro, mas foi pego pelos Titãs, que o cortaram em pedaços, cozinharam as carnes em um caldeirão e o devoraram.

O gesto dos Titãs foi incorporado aos rituais relacionados a Zagreu, quando, nas festas comemorativas, o dilaceramento do deus era relembrado com animais sacrificados. A ingestão da carne simbolizava a junção com o deus, como se a própria divindade penetrasse no ser do indivíduo.

Zeus fulminou os Titãs pelos seus atos e das cinzas nasceram os homens. Com esse fato, os órficos pregavam a reencarnação e a origem divina da alma, explicando que os homens descendem dos deuses, que participam de algum modo da natureza humana. O mito também explicava a natureza humana, composta de bem e mal: cada ser humano traz dentro de si uma faísca do divino, sinônimo do bem. A parte titânica é má.

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Solange Firmino


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quinta-feira, outubro 08, 2009

Aventuras e desventuras de Teseu


Teseu era filho de Egeu, rei de Atenas, e antes de se tornar um grande rei viveu muitas aventuras. A mais famosa foi aquela em que matou o Minotauro e escapou do Labirinto onde o monstro habitava. Minos recebeu de Poseidon um magnífico touro e o guardou, em vez de sacrificá-lo. Enfurecido, Poseidon pediu à Afrodite que inspirasse na esposa do rei uma paixão pelo touro. Pasífae pediu ao arquiteto Dédalo que fizesse uma vaca oca de madeira para que ela entrasse e consumasse seu desejo. Dessa união nasceu o Minotauro, com cabeça de touro e corpo de homem. Minos encarregou Dédalo da construção do Labirinto onde foi colocado o monstro.

O Minotauro se alimentava de carne humana, enviada por Atenas como pagamento de um tributo, pois anos atrás Minos vencera uma guerra contra a cidade. A cota era sete rapazes e sete moças. O tributo somente cessaria quando o Minotauro morresse. Decidido a livrar Atenas desse fardo, Teseu resolveu ir a Creta como um dos jovens destinados ao sacrifício. Egeu combinou com o filho que, se ele voltasse são e salvo, deveria trocar a vela negra do navio por uma branca; dessa forma, quando avistasse a embarcação, saberia que o filho estava vivo.

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Solange Firmino


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Imagem: Teseu eo o Minotauro, mosaico romano.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Lua


Maravilhosa imagem enviada pelo astronauta Jose em 28/09/09 pelo Twitter
"Vista de la Luna, Tierra y delgado atmosfera de la Tierra"

Para segui-lo:
http://twitter.com/Astro_Jose


quarta-feira, setembro 23, 2009

O purificador Apolo


Escavações no local do Oráculo de Delfos mostraram que, à época micênica, séculos XIV-XI, o lugar era um vilarejo pobre, e seus habitantes veneravam uma deusa que lá possuía um Oráculo da deusa Geia, considerada a mãe-Terra. O guardião do Oráculo era, a princípio, um dragão fêmea com o nome de Delfine. A partir do século VIII a.C., o vigilante foi designado como Píton, uma gigantesca serpente. Seja qual for, o guardião simbolizava a soberania primordial das potências telúricas que protegia o Oráculo de Geia. Esse guardião foi morto por Apolo, um deus patrilinear.

Desde o século VIII a.C., Apolo se tornou mestre do canto, da música, da poesia e das Musas, mas primeiramente foi considerado um deus purificador da alma, pois a liberava de seus atos desonrosos. Ele se tornou mestre das expiações relativas ao homicídio, porque ele mesmo se submeteu a uma catarse após matar Píton, permanecendo um ano no vale de Tempe. Para se livrar da impureza do ato, era preciso que a culpa fosse expiada com ritos catárticos, evitando assim contaminação do génos, pois qualquer falta cometida por um membro da família, contaminava a família inteira. As histórias das maldições hereditárias da Grécia Antiga foram temas de vários mitos e tragédias, como a trilogia de Ésquilo.

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Solange Firmino


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Imagem: Apolo Belvedere, de Leocarés. 300 a.C.

sábado, setembro 05, 2009

Filêmon e Báucis, o casal acolhedor


Após a Guerra de Troia, o herói Ulisses passou anos tentando voltar para casa e foi recebido como hóspede em vários lugares. No palácio do rei Alcino foi acolhido com as honrarias de um visitante; as escravas lavaram suas mãos e ofereceram as melhores iguarias. Mas não teve a mesma sorte na ilha dos gigantes Ciclopes. Quando o herói solicitou hospitalidade, o ciclope Polifemo ironizou o pedido e ainda devorou alguns marinheiros que viajavam com Ulisses.

Outro desrespeitoso foi Laio, quando estava exilado na corte de Pélops e se apaixonou por Crisipo, príncipe herdeiro do trono. Raptando o jovem, Laio foi contra a hospitalidade sagrada, cujo protetor era Zeus, e também Hera, protetora dos amores legítimos. Laio foi amaldiçoado por esse ato, embora a maldição da sua família, chamada de Labdácidas, ocorresse desde antes dele. Seu futuro filho seria Édipo, o desafortunado rei que matou o pai e casou com a própria mãe.

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Solange Firmino


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Imagem: Hermes e Zeus com Filemon e Báucis, Johann Carl Loth.


sábado, agosto 22, 2009

A comunhão com Dioniso


A antiga religião grega acreditava no contato entre humanos e deuses, o qual se realizava através de sacrifícios e festas. Era nas festas que a religião viva se concentrava e nelas havia um clima de descontração geral. O número de festas era grande, e cada cidade grega tinha seu calendário particular. Dioniso, divindade conhecida como deus do vinho e do desejo, e que se manifestou sob vários nomes na religião grega, era um deus prestigiado com muitos festivais.

Entre as mais antigas festas de Dioniso estão as Dionísias rurais, que tinham como cerimônia central uma procissão barulhenta e alegrada com danças e cantos, nas quais os adeptos carregavam um grande falo. Os participantes se vestiam com máscaras ou se disfarçavam de animais. A intenção era provocar a fertilidade, como nas Lenéias, quando o condutor de tochas invocava a hierofania do deus para presidir às solenidades. Além de concurso de tragédia e comédia, a procissão tinha caráter orgiástico.

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Solange Firmino


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Imagem: Baco/Dioniso, de Caravaggio.


quarta-feira, agosto 05, 2009

Thousand-hand Bodhisattva Dance



Há uma dança chamada de "As Mil Mãos - GuanYin". Considerando a grande coordenação que é necessária, a sua realização não deixa de ser surpreendente, mais ainda porque todas as bailarinas são surdas.
A primeira apresentação internacional foi em Atenas, na cerimônia de encerramento dos Jogos Paraolímpicos de 2004, mas tem estado desde há muito tempo no repertório da "Chinese Disabled People’s Performing Art" e já viajou para mais de 40 países.
O vídeo foi gravado em Pequim durante o Festival da Primavera:


http://www.youtube.com/watch?v=xgHmSdpjEIk


terça-feira, agosto 04, 2009

Algumas divindades marinhas


Após a união de Urano e Gaia, na primeira fase do Cosmo, seguiu-se uma numerosa descendência com o surgimento dos Titãs, Titânidas, Hecatonquiros, entre outros. Os Titãs representavam as manifestações elementares em evolução, como o Oceano, concebido inicialmente como um rio-serpente em torno da Terra. A titânida Tétis simbolizava a fecundidade feminina do mar, e fez de Oceano o pai de todos os Rios e das Oceânidas, Ninfas dos mares que personificavam riachos, fontes e nascentes.

As Sereias eram filhas do Rio Aqueloo, e participaram do cortejo de Perséfone. Quando Hades raptou Perséfone, Deméter, irritada por elas não terem impedido o rapto da filha, teria transformado as Sereias em monstros. Elas cantavam de modo maravilhoso para os marinheiros, os quais perdiam a direção dos navios contra os rochedos antes de serem devorados. Dois heróis conseguiram resistir aos seus encantos: Orfeu e Ulisses.

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Solange Firmino


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Imagem: Ulisses enfrenta as sereias.


segunda-feira, julho 20, 2009

Os Mistérios de Cibele


Gaia personificava a capacidade geradora da Terra. Como primeira entidade a emergir do Caos, dela provêm as linhagens divinas. Primeiro surgiram Urano, o céu, as Montanhas e Ponto, o mar. Gaia se uniu a Urano e Ponto e gerou numerosos descendentes. O culto de Gaia era frequente em épocas antigas da cultura grega, mas foi suplantado pelos cultos dos deuses do Olimpo. Em Delfos, principal local de seu santuário, foi instalado o Oráculo consagrado a Apolo, o deus que matou a guardiã Píton.

Gaia não era como as deusas-mães pré-helênicas, ligadas aos animais e à vegetação. Esses atributos foram incorporados mais tarde por deusas como Afrodite, Ártemis, Deméter e Cibele/Reia. A titânida Reia se uniu a Crono após a destituição de Urano e com ele gerou os primeiros deuses olímpicos: Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus. As representações mais importantes de Reia são as que remetem ao nascimento de Zeus, quando foi para a ilha de Creta e deu à luz ao menino que destronaria o pai Crono. Reia logo foi equiparada com a deusa Cibele.

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Solange Firmino


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Imagem: Cibele, Século II a.C.


domingo, julho 05, 2009

No princípio era o Caos



“No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo.” (Gênesis - Bíblia Cristã)

O Caos não é um conceito exclusivo da mitologia grega. Do Fiat Lux bíblico ao Big Bang, vários povos criaram sua cosmogonia, ou seja, a explicação sobre a origem do Universo. Os poetas da Antiguidade contavam em suas narrativas os mitos sobre a criação do mundo, e todos concordam que no princípio havia o Caos, uma matéria que existia sob forma indefinível. Depois, organizado com as divindades primordiais, O Caos passou a Cosmos.

Alguns contaram que Gaia, a Terra, surgiu do Caos e criou Urano, o Céu, para preencher o espaço vazio sobre ela. Caos também era capaz de fecundar, então gerou Nix e Érebo. Nix, a Noite, representava a escuridão acima da Terra. A escuridão profunda do momento da criação era o Érebo. Como a Terra estava coberta pela obscuridade que a cobria, Nix e Érebo se uniram e finalmente houve a Luz que “clareou” o Universo. Seus filhos foram Éter, representando a luz atmosférica, e Hemera, a luz do dia. Na Bíblia Cristã, é o que mostram os trechos “Disse Deus: Haja luz; e houve luz”; “E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite”.

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Solange Firmino


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Imagem: GAIA.


domingo, junho 28, 2009

Valores necessários para a construção de uma sociedade melhor



Esse texto ficou em 1º lugar no 7º concurso literário da Biblioteca Municipal Prof. Guilherme Biggs - Angra dos Reis - 2007

O mundo atual tem o poder da informação nos livros, TV, jornais, internet e outros meios. Apesar de toda a troca de informações, falta socialização e humanidade, pois temos problemas como aquecimento global, doenças, pobreza e violência.

O estágio atual da globalização produz cada vez mais desigualdades. Crescem diariamente o desemprego, a insegurança e a fome. Por isso, tão urgente quanto resolver questões como o aquecimento global, é resgatar no ser humano a ética de preservação do bem comum e outros valores necessários para salvar a nós e ao mundo.

Os antigos diziam que o homem é um animal político, uma pessoa da polis, que é o espaço de convivência. O homem não existe sozinho, precisa do outro. Desde bebê, o ser humano só sobrevive se tiver cuidados. Temos necessidades afetivas. Muitos dos nossos problemas atuais se devem às carências afetivas. Mas para uma boa convivência é preciso haver ética. Identidade, solidariedade, justiça, diversidade e não violência são valores universais. Os valores éticos não são relativos. Não há como respeitar um indivíduo e desrespeitar outro; respeitar uma religião e não respeitar outra; respeitar o idoso e não respeitar o jovem. Precisamos de uma ética de tolerância e respeito para uma convivência pacífica, indispensáveis no mundo que dizemos ser “globalizado”.

O ideal da sociedade seria formar cidadãos responsáveis, vivendo com o outro harmonicamente, preservando os valores de respeito à liberdade e à vida. Esses valores servem de alicerce para que as pessoas se conectem verdadeiramente na aldeia global que tanto pregam. Há conflitos nas diversas realidades que nos circundam. Estamos perplexos com a guerra e a violência, mas nos isolamos socialmente, rompemos os vínculos afetivos com o outro e achamos que isso é bem-estar.

Precisamos de uma educação baseada na formação de valores. Os jovens estarão comprometidos com a melhora se crescerem como pessoas responsáveis, livres e críticas. Temos a responsabilidade pelo destino do mundo. É preciso que cada um faça a sua parte ao vivenciar e preservar valores como respeito e solidariedade. Se eles prevalecerem sobre a ganância e a estupidez, teremos esperança de sociedades melhores.

Solange Firmino

sábado, junho 20, 2009

O herói Perseu


O rei Acrísio era pai de uma linda filha, mas desejava um menino, por isso consultou o Oráculo sobre um herdeiro. Soube então que teria um neto que o mataria. Temendo a profecia, o rei trancou a filha Dânae em uma torre. Lá mesmo a princesa recebeu a visita de Zeus, metamorfoseado em chuva de ouro. Dessa união nasceu Perseu, que se tornaria o herói famoso por matar a Medusa.

Acrísio mandou fazer uma arca e lançou Dânae e o filho ao mar. Zeus enviou ventos favoráveis, que levaram mãe e filho pelo mar até uma praia segura, onde os dois foram encontrados pelo pescador Dictis. Polidectes, o tirano irmão do pescador, apaixonou-se por Dânae e, um dia, querendo afastar Perseu da mãe, obrigou o jovem a trazer a cabeça da Medusa.

Medusa, uma das três irmãs Górgonas, era uma criatura monstruosa com cabelos de serpentes. Não era fácil matá-la, pois bastava um olhar para que petrificasse alguém. Medusa outrora teria sido uma bela mulher, mas ousou se comparar em beleza com Atena. Irritada com a pretensão, a deusa transformou os lindos cabelos da jovem em serpentes, e deu aos seus olhos o poder de transformar em pedra.

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Solange Firmino


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domingo, junho 07, 2009

Ciclope e Galateia


Os ciclopes tinham estatura elevada, imensa força física e um único olho situado no meio da testa. Na mitologia apareceram vários tipos de Ciclopes, como os filhos de Urano e Gaia, que participaram da batalha contra os Titãs; os filhos de Poseidon, que figuraram na Odisseia, e os auxiliares de Hefestos, o deus artesão. Os Ciclopes construtores edificaram enormes blocos de pedra, como as fortificações de Micenas e Tirinto, conhecidas até hoje pela sua estrutura e chamadas por isso de muralhas ciclópicas.

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Solange Firmino


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Imagem: Eu na Acrópole de Micenas-contrução "ciclópica".


sábado, maio 23, 2009

As Danaides


Quando Zeus se apaixonou pela ninfa Io,cobriu a Terra com nuvens para se esconder da esposa Hera, que logo suspeitou e as dispersou. Zeus transformou Io em uma novilha e a ela se uniu na forma de touro. Encontrado junto ao animal, jurou que nunca o tinha visto e Hera o pediu de presente, deixando o deus sem saída. Hera fez de tudo para separar a amante do marido, colocando a novilha em um bosque sob a vigilância de Argos, o cão de cem olhos. Zeus enviou Hermes, que tocou uma flauta e fez Argos adormecer. Em seguida, Hermes matou o vigilante e salvou a ninfa.

Io vagou pelo mundo tentando escapar das torturas de Hera. Depois que Zeus prometeu não mais procurá-la, Hera devolveu sua forma humana. Io não voltou à Grécia, reinou no Egito com o nome de Ísis e teve um filho de Zeus chamado Épafo, considerado encarnação de Ápis, o touro divino dos egípcios. Épafo casou com Mênfis, filha do deus-rio Nilo e teve muitos descendentes. Uma de suas filhas, Líbia, uniu-se a Poseidon e foi mãe de Agenor e Belo. O primeiro reinou na Síria e o segundo ficou no Egito. O rei Belo foi pai dos gêmeos Dânao e Egito.

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Solange Firmino


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Imagem: As Danaides, de Waterhouse.


sexta-feira, maio 08, 2009

A paixão de Medéia


Medéia era filha do rei da Cólquida. Sua história se tornou conhecida após a chegada de Jasão e os Argonautas à sua corte. Os nautas chegaram à região após uma série de aventuras pelos mares, a fim de recuperar o Velocino de Ouro. O Velocino (ou Velo) pertencia ao carneiro que salvou os filhos de Átamas de serem sacrificados sob as ordens da madrasta. O carneiro voador com velo de ouro enviado por Zeus levou as crianças nas costas. Passando pelo canal que separa a Europa da Ásia, Hele caiu do carneiro, dando seu nome ao mar abaixo, o Helesponto; Frixo continuou o voo e desceu na Cólquida. O menino sacrificou o carneiro a Zeus e entregou o velo (a pele do carneiro) ao rei, que o consagrou ao deus Ares num bosque guardado por uma serpente.

Jasão deveria pegar o Velocino (ou Velo) para satisfazer as ordens do tio Pélias, usurpador do trono da Tessália. Quando cresceu e exigiu sua herança, Jasão recebeu a tarefa considerada impossível, só então seria rei. Organizou uma expedição em um navio chamado Argos. Entre os Argonautas havia heróis e personagens conhecidos, como Orfeu; os gêmeos Cástor e Pólux; Peleu, pai de Aquiles; e, em alguma parte da jornada, Hércules. Navegaram em direção ao Mar Negro na jornada para Cólquida.

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Solange Firmino


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Imagem: Medéia e as filhas de Pélias.

segunda-feira, abril 20, 2009

Nix e seus descendentes

Os primeiros momentos da criação aconteceram no escuro. A luminosidade viria somente a partir de Érebo e Nix, entidades originadas do Caos inicial. Na tradição Órfica, todo o Universo e os deuses primordiais nasceram do Ovo Cósmico de Nix, que surgiu de um desdobramento assexuado do Caos. Érebo seria a escuridão profunda do momento da criação, e mais tarde passou a se localizar na região subterrânea do Hades. A escuridão acima de Gaia era representada por Nix, que teve uma breve união com Érebo e criou Éter, a luz atmosférica, e Hemera, a luz do dia; depois se desdobrou e gerou sozinha outras divindades. Os descendentes mais importantes de Nix foram as Hespérides, as Moiras , Nêmesis, Éris e Lete.

As Hespérides, ou ninfas do Poente, personificavam o final da tarde, momento de transição entre o dia e a noite. Elas viviam em um jardim inacessível situado no extremo Ocidente e guardado por um dragão. O lugar era famoso pelas maçãs de ouro que Gaia deu para a deusa Hera por ocasião do casamento desta com Zeus. Lá também era morada do gigante Atlas, que recebeu o herói Hércules em um de seus doze trabalhos.

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Solange Firmino


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Imagem: Hércules no Jardim das Hespérides.

domingo, abril 12, 2009

A Odisseia: Ulisses volta para a casa



Ulisses era rei de Ítaca, e lá morava com a mulher, Penélope, e o filho, Telêmaco. Quando foi declarada a guerra contra Troia, ele fez de tudo para não partir, até se fingiu de doido, mas logo descobriram seu artifício. Os gregos teriam perdido a guerra se Ulisses não tivesse a ideia de construir um cavalo de madeira, o “Cavalo de Troia”, para abrigar os guerreiros dentro. Os troianos pensaram que os gregos tivessem fugido e deixado o cavalo como presente, então o colocaram na cidade. Os gregos saíram de dentro do cavalo e derrotaram Troia.
O poema Ilíada  começa no nono ano da Guerra de Troia, com a ira de Aquiles e os acontecimentos em torno disso. A narrativa do poema Odisseia começa após os dez anos da guerra, quando Odisseu/Ulisses tenta voltar para sua pátria. O poema conta as aventuras em terra e mar desse regresso, que durou dez anos. Assim como Homero  começou a Ilíada in media res, também começou a história de Ulisses quando já havia sete anos em que estava preso na Ilha de Ogigia com a ninfa Calipso.
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Solange Firmino

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Imagem: Ulisses enfrenta as Sereias.


terça-feira, março 24, 2009

Hora do Planeta

Sábado, 28 de março, às 20h30





O WWF-Brasil participa pela primeira vez da Hora do Planeta, um ato simbólico, que será realizado dia 28 de março, às 20h30, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas.

Participe! É simples. Apague as luzes da sua sala.


sábado, março 21, 2009

Pélops, o amaldiçoado filho de Tântalo


Pélops foi morto pelo pai, Tântalo, que o esquartejou e ofereceu como banquete aos deuses, com o objetivo de pôr à prova a onisciência divina. Tântalo era filho de Zeus e da ninfa Pluto, filha de Oceano e Tétis, o que lhe permitia livre acesso aos deuses, mas ele abusou do privilégio ao revelar segredos divinos e roubar alimentos como néctar e ambrosia, para compartilhar com mortais. Pelas suas transgressões, os deuses o condenaram a um castigo eterno no Hades e trouxeram Pélops de volta à vida.

Quando habitava na região do Peloponeso, Pélops se apaixonou pela filha do rei da Élida, Hipodamia. Enômao temia a profecia de que seria morto por seu genro, então recusava todos os pretendentes da filha e os afastava oferecendo a mão dela como prêmio a quem o vencesse numa corrida de carros. Quem perdesse, seria morto. Enômao era filho de Ares e seus cavalos eram presente do deus, por isso já havia facilmente derrotado os primeiros corajosos, cujas cabeças cortadas eram penduradas na porta de casa para desencorajar os próximos pretendentes.

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Solange Firmino


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Imagem: Pélops e Hipodamia

É OUTONO!


Acabaram as festas de fim de ano e Carnaval. Antes que cheguem os novos feriadões, teremos um pouco de calmaria em março, mas com o calor que ainda fará em muitos lugares do Brasil, como no Rio de Janeiro, onde o verão parece que nunca dá passagem ao outono.

Embora não percebamos o passar das estações, elas seguem um ciclo misterioso de ir-e-vir. Se prestarmos atenção, até perceberemos sutis mudanças ao redor.

Em março começa o outono, época do ano em que não há tantas flores como na primavera, mas há cores e nuances como não vemos em outra estação. Folhas em tons que vão do amarelo ao vermelho parecem concentrar as cores e energias das estações que passaram.

É no outono que vemos os pores-do-sol mais lindos. A lua fica mais linda no outono, inspirando os poetas. Dizem que os haikaístas ficam mais inspirados nessa época:

"Quietude no templo
palavras pescam poemas
à espera da lua "
[Haikai de Teruko Oda]

No outono, a quietude acontece na vida vegetal, como nas folhas que caem cobrindo o chão. Mas o sentido do outono também pode se refletir na vida humana. Nossos dias são breves como as folhas que caem. As tarde curtas do outono convidam ao descanso antes do inverno, assim como a fase madura da vida adulta convida a colher os frutos plantados. É hora de saboreá-los, sejam frutos da vida profissional, amorosa ou familiar. E, melhor, é hora de preparar essa abundância para o recolhimento do inverno.

Os antigos ritos celebrados em Elêusis, na Grécia, tinham como símbolo o mito de Deméter e Perséfone, que explicava o ciclo anual da colheita. Perséfone era filha de Zeus e Deméter, deusa da agricultura. Ainda jovem, Perséfone foi raptada pelo senhor do reino subterrâneo, Hades, que a tomou por esposa. Deméter, desolada, deixou de executar suas tarefas e as terras tornaram-se estéreis.

Para manter o equilíbrio da natureza, Zeus ordenou que Hades devolvesse Perséfone, mas como ela comera uma semente de romã no mundo subterrâneo, não podia ficar totalmente livre. Foi decidido que Perséfone passaria uma parte do ano com Hades (outono e inverno) e outra parte com Deméter (primavera e verão).

Na primavera, Deméter, a terra cultivável, enfeita o mundo para receber sua filha, como uma semente que brota periodicamente. Os Mistérios de Elêusis celebravam as colheitas e a fecundidade da terra.

Passadas as folias, é hora de fazermos a pausa que nos preparará para um renascimento futuro, ou, pelo menos, para as festas que virão novamente para celebrar os ciclos ou simplesmente para troca de presentes.

Se aprendermos com os ritmos da natureza, saberemos que não haverá morte, pelo menos não a morte física. Se há um recolhimento, é para a renovação e preparação da nova vida.

Quando chegar o outono,
quero as folhas
que enfeitam o chão,
húmus vegetal,
começo de árvore
em outra estação.
[Solange Firmino, trecho do poema "Sabedoria vegetal"]


Solange Firmino

Texto publicado em 2006 na temática Outono em Blocos online

terça-feira, março 10, 2009

Os castigos de Tântalo e Níobe

Ninguém sabe melhor o que é suplício do que aqueles que tentaram enganar os deuses e tiveram que sofrer tormentos eternos no Tártaro, como Sísifo rolando uma pedra ladeira acima, para vê-la descer em seguida; as Danaides enchendo seus tonéis sem fundo; Íxion girando uma roda em chamas e Tântalo padecendo de fome e sede. Os penitentes só tiveram descanso quando Orfeu desceu no Hades para tentar levar de volta à vida a esposa Eurídice. Com sua voz divina, Orfeu encantou todo o mundo subterrâneo: Caronte o deixou atravessar o rio; o vigilante cão Cérbero o deixou passar; Hades e Perséfone concordaram em lhe devolver a amada.

A mesma benevolência não recebeu Tântalo, um rei que vivia na Frígia (ou Lídia). Tântalo era filho de Zeus e da ninfa Pluto, filha de Oceano e Tétis, por isso tinha acesso livre aos deuses. Mas ele abusou dessa amizade revelando segredos divinos e roubando seus alimentos exclusivos, como néctar e ambrosia, para compartilhar com amigos mortais. A transgressão final, que valeu sua condenação, foi ter matado o filho Pélops. O rei convidou os deuses para um banquete e serviu os pedaços do filho morto, com o objetivo de pôr à prova a onisciência divina.
(...)

Solange Firmino


Leia o texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.

Imagem:Tântalo, Sísifo e Íxion em seus respectivos castigos

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Ariadne: de Creta ao Olimpo


Filha do rei de Creta, Ariadne começou sua grande aventura quando se apaixonou por Teseu, filho de Egeu, rei de Atenas. Egeu, invejoso das vitórias do cretense Androgeu nos jogos de Atenas, enviou-o para combater o Touro de Maratona, onde o jovem morreu. Após um período de Guerra entre Atenas e Creta, uma peste assolou Atenas, pedido de Minos a Zeus. O rei de Creta concordou em se retirar de Atenas se fossem enviados de nove em nove anos sete rapazes e sete moças para o Minotauro, animal metade homem, metade touro, que vivia preso em um labirinto.

Meio-irmão de Ariadne, o Minotauro foi castigo de Poseidon a Minos, que pediu ao Senhor dos Mares um touro para provar seu poder aos adversários. Minos devia oferecer o animal ao deus, mas, admirado com a sua beleza, o rei o guardou em seu rebanho e sacrificou outro em seu lugar. Poseidon então pediu à deusa Afrodite que despertasse na esposa de Minos um desejo pelo touro. Pasífae pediu ao arquiteto Dédalo que construísse uma vaca oca de madeira para que ela consumasse seu desejo. Dessa união nasceu o Minotauro.

(...)

Solange Firmino

Texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.

Imagem: Ariadne, de John Vanderlyn, 1820.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Hera, a legítima Senhora do Olimpo


Como todos os seus irmãos, com exceção de Zeus, Hera foi engolida pelo pai Crono ao nascer, mas todos foram salvos após os combates vitoriosos do futuro marido. Para o poeta Hesíodo, Hera foi a terceira esposa de Zeus, antecedida por Têmis e Métis. Hera e Zeus tiveram as núpcias no Jardim das Hespérides, em eterna primavera. Juntos, Zeus e Hera geraram Hebe, Ares, Hítia e Hefestos.

Como legítima esposa de Zeus, Hera foi considerada protetora das esposas e do amor legítimo. A deusa era vista como ciumenta e vingativa, pois aparecia sempre irritada com as infidelidades do marido, perseguindo suas amantes e filhos gerados com deusas e mortais. Entre suas armações, transformou Io em vaca e provocou a morte de Sêmele, grávida de Dioniso. Tentou impedir o nascimento dos gêmeos Apolo e Ártemis, filhos de Zeus e Leto. Aconselhou Ártemis a matar Calisto, ninfa que Zeus seduzira se disfarçando na própria Ártemis. Para fugir da vigilância da esposa, Zeus se metamorfoseava em diferentes formas, como em touro, cisne, chuva de ouro ou no marido da mulher desejada, como fez para seduzir Alcmena.

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Solange Firmino

Texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.

domingo, janeiro 25, 2009

João Pessoa - 2009

João Pessoa foi fundada em 5 de agosto de 1585 com o nome de Cidade de Nossa Senhora das Neves, a santa do dia em que foi firmada a aliança com os Tabajara.
A cidade nasceu nas margens do rio Sanhauá, de onde sobem as ladeiras em direção ao Centro.



Os bairros do Centro possuem a maior parte das áreas de tombamento pelos órgãos de proteção ao patrimônio, dentre elas, o Centro Histórico.



A cidade está localizada na porção mais oriental das Américas e do Brasil, por isso um dos locais mais visitados é a Ponta do Seixas, considerado esse ponto extremo e onde o sol nasce primeiro.


A uns 10 km do centro está a praia do Jacaré (que não é praia), muito procurada por contempladores do pôr-do-Sol. Lá existem vários bares voltados para o poente, com mirantes e Bolero de Ravel ao vivo, tocado principalmente por Jurandir do Sax (segunda foto abaixo).

O Forte de Santa Catarina fica a uns 18 km de João Pessoa e representa as lutas contra invasores holandeses na época do Brasil Colônia.


Igreja de São Francisco, erguida pelos frades franciscanos:


A Igreja de Nossa Senhora da Guia foi fundada pelos Carmelitas, religiosos que chegaram à Paraíba em 1591. O seu estilo é barroco tropical, fica à margem esquerda do rio Paraíba, em Lucena. A igreja apresenta em sua fachada desenhos extravagantes, como as figuras popularmente conhecidas como “Anjos deformados”.

Há também frutos tropicais, coroas, cetros, armas do Império, etc.


Praias cristalinas, quentes e tranquilas são sempre o melhor convite da cidade. Há praias de areia branca, há praias com falésias, coqueiros, maceiós, entre outras formações geográficas. A seguir, Tambáu (primeira foto) e Formosa:



Mais fotos minhas de João Pessoa aqui.

sábado, janeiro 24, 2009

Apolo, Senhor de Delfos


Apolo era filho de Zeus e Leto, e irmão gêmeo de Ártemis. Nasceu na ilha de Delos com a própria irmã, nascida minutos antes, como parteira. Sua mãe se refugiou na ilha fugindo da furiosa Hera, esposa de Zeus. Gaia, por ordens de Hera, não ofereceu nenhum abrigo à grávida e Poseidon, Senhor dos Mares, quebrou uma rocha com seu tridente para fazer surgir a ilha de Delos, onde Leto pôde ter os gêmeos.

Apolo teve muitos amores mas, apesar da beleza divina, foi recusado por mortais e divindades. Certa vez disse a Cupido que manejava o arco e a flecha melhor que ele. Ressentido, Cupido acertou Apolo com a flecha do amor e Dafne com a flecha da repulsa. A ninfa fugiu de Apolo e pediu ajuda ao pai, o rio Peneu, que a transformou em loureiro. Apolo declarou amor eterno a Dafne tornando o loureiro sua árvore sagrada.

Também amado por Apolo, Ciparisso matou um veado acidentalmente. Triste pela perda do animal, implorou que suas lágrimas durassem eternamente e foi transformado em cipreste (em grego kypárissos), a árvore da tristeza. O jovem Jacinto acompanhava Apolo nas diversões. Uma vez, enquanto lançavam um disco pelos ares, Zéfiro, o vento oeste, por ciúme de Jacinto, fez com que o disco o atingisse. Apolo transformou o jovem na flor jacinto.

(...)

Solange Firmino


Texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.


imagem: Apolo com cítara e o dragão-serpente Píton.