sexta-feira, outubro 27, 2006

SACIEDADE DOS POETAS VIVOS DIGITAL- vol. 1


Dia 26 de outubro, foi o lançamento da primeira Antologia Digital de Blocos online, com poetas do Acre ao Sul do país.

Texto tirado do INFORMATIVO EXTRA DE BLOCOS ONLINE:

"SACIEDADE DOS POETAS VIVOS – VOL. 1A Coleção, considerada marco literário pela diferença de seu projeto, e que fez história na década de 90, está de volta, agora digitalizada.
Optamos, nesse momento, pela veiculação através da Internet, pelo acesso que praticamente centuplica em relação à tiragem impressa convencional de 1.000 exemplares, devido ao registro do número de acessos na estatística do portal.

Convidamos apenas 17 poetas, para apresentar ao mundo o que de mais significativo a poesia contemporânea oferece. Poucos autores, sim, para que sua literatura apareça com mais intensidade, realce e brilho. A seleção de autores e de textos desse primeiro volume foi de Leila Míccolis.

É com imensa satisfação que apresentamos a vocês os participantes:

A nderson B raga H orta: famoso poeta, prosador, nome respeitado e já aclamado, inclusive internacionalmente, por suas importantíssimas traduções de grandes poetas, inclusive os da Idade de Ouro da Espanha.

Carlos Arthur Newlands Júnior: autor já da Blocos, desde 1986, diversos prêmios literários, inclusive o da Caixa Econômica Federal, quando travou contato com Leila Míccolis, uma das juradas;

Cathia de Almeida: dois livros publicados, participei de algumas revistas para crianças CD Kids, Alegria (entre outras) e organizo encontros com crianças da rede pública nos quais monto um panorama do que é a poesia e como ela está no nosso dia-a-dia.

Christina M agalhães H errmann, colunista de Blocos, assinando a coluna quinzenal "Orkultural", Cursou Letras (Literatura) na UFRJ, é compositora, poeta, web-design e reside atualmente na Alemanha; é uma de nossas grandes ativistas culturais.

Clodomir Monteiro, professor da Universidade do Acre, editor responsável pelo suplemento Contexto Cultural, há mais de dez anos, encarte do jornal O Rio Branco, com intercâmbio com o Brasil e diversos países das Américas, Europa e África. Pertenceu a vários movimentos poéticos de vanguarda, em especial ao Instauração Práxis, e é o atual Presidente da Academia Acreana de Letras.

Cristina Rios Leme: Artista plástica, poeta, desenvolve seu trabalho em diversas mídias como fotografia, pintura, desenho, gravura, caixa-objeto, imagem digital; está atualmente está na Espanha, mostrando a arte brasileira.

Fabbio Cortez: professor de Língua Portuguesa, escritor, e um dos vencedores do Concurso Nacional de Poesia da APPERJ, 2006, com livro no prelo, prefaciado por Leila Míccolis;

Galdino Moreira Neto: poeta fluminense, participante do grupo poético Em Noites de Calmaria, que gerou um livro de poemas e de gravuras.

Graça Graúna: Poeta potiguar radicada em Recife, ensaísta, Mestre e Doutora em Letras, pela UFPE, professora adjunta na Univ. de Pernambuco (UPE), onde coordena, entre outros, o Núcleo de Estudos Comparados em Literaturas de Língua Portuguesa (NEC), tendo sido já editada em livro pela Blocos.

Idalina de Carvalho: Cataguases/MG, editora da Revista de Literatura e Arte Pensaminto e Coordenadora Municipal de Cultura de Cataguases na gestão 2001/2004, tendo criado e coordenado o projeto Cultura nos Bairros, que implantou bibliotecas em bairros e na zona rural da cidade.

Jandira Zanchi: curitibana, licenciou-se em Matemática em pela Universidade Federal do Paraná. Tem cursos de pós-graduação em astronomia e educação, é profissional de magistério, e entre as muitas faculdade e colégios em que trabalhou, inclui-se a Universidade Agostinho Neto, em Luanda – Angola, de 1985 a 1987, como professora cooperante.

Leila Cristina de Carvalho: Maranhense, pedagoga, pós-graduação em Supervisão Escolar. poeta, contista, autora publicada no 2º Catálogo da Produção Poética Impressa nos anos 90, pela Blocos.

Maria Dalva Junqueira Guimarães/Madellon: outra escritora publicada Blocos, mineira de Monte Alegre, licenciada em Pedagogia, autora de literatura infanto-juvenil, poeta, contista, cronista, ensaísta, romancista, dramaturga, diversos prêmios literários e grande ativista cultural em Brasília, onde reside.

Merivaldo Pinheiro: Escritor paranaense, radicado no Rio de Janeiro, poeta, educador, ficcionista, tendo publicado um livro de poesia: "Casa de Barro", em Belém.

Onna Agaia: Mestre e Doutor em Arqueologia, trabalhando no Museu Goeldi, em Belém/Pará e dedicando-se também a pesquisa de campo, é poeta com seis livros individuais, sendo dois através da Blocos, e treze coletâneas (além de suas obras arqueológicas). Também pertence à Malta de Poetas Folhas & Ervas, coletivo de poetas responsável por muitos eventos em Belém.

Solange Firmino assina a coluna quinzenal em Blocos Online "Mito em Contexto", colabora desde a década de 90 com diversas publicações da imprensa literária, é professora do Ensino Fundamental e de Língua Portuguesa e Literatura do Ensino Médio e premiada no IV Concurso Nacional de Poesia Intervalo 2005.

Vera Casa Nova: carioca, professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, cinco livros de poesia, sendo o mais recente com CD animado, ensaios críticos em diversas publicações nacionais e internacionais, além de manter, atualmente, programa diário na Radio UFMG Educativa chamado Um Toque de Poesia.

Uma plêiade de poetas de primeira grandeza! Para lê-los basta clicar na capa do livro na página de entrada do portal.

E NÃO PERCAM DIA 7 DE NOVEMBRO, ÀS 20 HORAS, O CHAT COM OS PARTICIPANTES DA 1ª ANTOLOGIA DIGITAL DE BLOCOS ONLINE. VENHA CONHECER E CONVERSAR COM ESSES 17 ASTROS DA LITERATURA NACIONAL.


Devemos fazer outra Antologia ainda esse ano – afinal, bons poetas brasileiros é o que não faltam para mostrar ao mundo, provavelmente com o tema Natal ou inaugurando nossa SACIEDADE DOS POETAS VIVOS – ESTADOS (um volume para cada Estado Brasileiro)."

Texto de URHACY FAUSTINO E LEILA MÍCCOLIS

Acesse:

Blocos online

Saciedade dos poetas vivos digital vol. 1

quinta-feira, outubro 19, 2006

Oráculos: fatalidade e livre-arbítrio


Previsões meteorológicas dizem sem muita precisão se vai chover no feriadão. Analistas prevêem quedas no mercado financeiro. Profissionais de várias áreas se especializam em técnicas que pretendem prever o futuro, ou algumas situações possíveis. Após séculos tentando prever o que nos aguarda, ainda não sabemos o que acontecerá amanhã. 

O ser humano sempre se preocupou em saber as possibilidades do seu destino, para se preparar para ele ou tentar combater as alternativas indesejáveis. Nas civilizações antigas, as adivinhações eram ligadas às previsões do tempo, da astrologia ou da astronomia, por exemplo. O futuro era lido em números, animais e consultas aos espíritos. Alquimistas, magos, bruxos e outros visionários interpretavam fenômenos naturais e sobrenaturais. Muitos locais onde se faziam previsões eram chamados de oráculos. As pessoas que faziam previsões também eram conhecidas como oráculos. Eles ajudavam os homens a compreender os desígnios dos deuses e eram consultados antes de decisões importantes.

Havia também os oráculos transmitidos através dos sonhos, nos rituais de cura chamados “mântica por incubação”. Asclépio, mestre em medicina e filho de Apolo, tinha seu santuário mais famoso em Epidauro. Lá, os doentes passavam a noite e esperavam que o deus indicasse a cura para as doenças através das profecias recebidas durante o sonho.

Além de Epidauro, o oráculo mais famoso ficava na região montanhosa de Delfos, local religioso mais importante do mundo grego, considerado o centro do mundo e representado pelo “omphalós” , a pedra em forma de umbigo. Uma lenda diz que Zeus mediu o centro do mundo soltando duas águias de lugares opostos da Terra; ambas se cruzaram próximo ao Monte Parnaso, onde foi colocada a pedra. Outra lenda diz que cabras pastavam pelo monte quando se aproximaram do local de onde saíam vapores que as deixaram em convulsões.

(...)

Solange Firmino

Leia o texto integral na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.

*Imagem: Fotografia tirada por mim em Delfos, nas montanhas chamadas Fedríades, de onde saíam os supostos vapores que deixavam as pitonisas em transe.

domingo, outubro 08, 2006

Quem é dono das idéias?

O texto “Cópia e plágio na internet” , da coluna Orkultural n° 14 , gerou alguns debates sobre assuntos relacionados. Uma amiga disse que já confundiu seus textos com os de outros autores, como se ela tivesse escrito algo que outro autor escrevera antes, e não sabia se isso tinha a ver com mediunidade.

Existem muitos textos que se assemelham na temática, mesmo que um autor não tenha intenção de plagiar outro. O filósofo Platão acreditava no mundo das idéias, onde existiam as idéias primordiais e eternas que encontramos na natureza. O que conhecemos como realidade seria uma sombra ou cópia da idéia padrão. Certamente ele não falava do tipo de cópia e plágio a que nos referimos.

Quem sabe a amiga aflita com a idéia da mediunidade estaria certa se considerássemos o que Platão chamou de reminiscência , ou seja, as almas contemplam as Idéias e guardam-nas como lembranças que podem ser despertadas. Assuntos ligados a esse são mediunidade, idéias inatas e reencarnação.

Jung, na Psicologia Analítica, falou sobre as idéias universais, ou os arquétipos que formam nossa psiquê, e ampliou os conceitos relacionados à alma. As idéias arquetípicas são adquiridas pela mente quando a alma, antes de vir ao mundo, contempla os arquétipos. O inconsciente coletivo é formado pelo acesso ao arquétipo e atua individualmente, por exemplo, nas produções literárias.

Será que textos e temas parecidos são o reflexo intuitivo do que os autores recordam das imagens primordiais de Platão e Jung? Ou pode-se aceitar a teoria de Santo Agostinho, para quem as idéias universais surgiam pela iluminação divina? Há dezenas de teóricos sobre o Conhecimento e as Idéias com outras sugestões, afinal, os conceitos de Idéia e Conhecimento mudam de tempos em tempos. Mas todos admitem que há temas universais que afligem os seres humanos, e esses temas podem ser expressos nas obras artísticas e literárias. Sendo assim, essas idéias não têm dono.

Como em toda época, há os que acreditam no conhecimento como bem da humanidade, como Platão e Jung; e os que acreditam que o trabalho intelectual é pessoal e o seu direito deve ser garantido ao autor. Quem pode dizer sobre o autor da Língua Portuguesa? Como saber quem foi o primeiro ser humano que pronunciou os primeiros fonemas em latim?

Temos visto na história que a divulgação e a partilha de idéias é proveitosa para todos. Mas não parece tarefa fácil definir o que é de todos e o que precisa ser protegido.

Propriedade intelectual é o nome moderno que garante ao responsável por uma idéia o direito de produção. Invenções, desenhos e obras artísticas são exemplos de propriedades intelectuais.

A noção de autoria estará ligada a de propriedade intelectual. O direito autoral protege as produções publicadas e também os softwares . Mas nem a noção de autoria parece estar devidamente acertada. Quem é dono do software livre? Quem é dono da Wikipédia , página da internet onde existem informações registradas em cooperação com milhares de autores?

Livros são disponibilizados na internet e podem ser copiados, assim como programas, jornais, músicas e outros arquivos gratuitos. Claro que muitos divulgadores têm objetivos comerciais. Da mesma forma, nem todos os que copiam têm objetivos éticos.

A Biblioteca Nacional responde na sua página que as idéias não são protegidas pelo direito autoral. As idéias que estão na forma de obra intelectual é que são protegidas.

Sabemos que em toda obra, antes de ser expressa, existe uma idéia. Essa idéia não tem dono, pertence a todos, mas o trabalho feito pelo autor tem dono, de acordo com as leis atuais da propriedade intelectual. Desde que as obras estejam registradas, ainda pode-se brigar pela autoria.

Solange Firmino

* Publicado na coluna Orkultural n° 27.

sábado, outubro 07, 2006

A Flor do Lácio no museu

Alguns ainda acham que museu é lugar de objetos antigos. Hoje, mais que armazenar antigüidades, museu também abriga obras modernas. Mais que um lugar sóbrio, museu é um espaço de educação e lazer. Mas nos museus ainda ficam obras que marcaram épocas passadas, então não é de se estranhar que a Língua Portuguesa seja atração principal de um museu, afinal, é bem antiga; ao mesmo tempo, é atual, pois é falada por milhões de habitantes no mundo inteiro.

A história da Língua Portuguesa começou há uns 4000 mil anos antes de Cristo, com as línguas indo-européias. A Língua Latina é um dos ramos do indo-europeu e deu origem à Língua Portuguesa. O poeta Olavo Bilac disse em um soneto que a Língua Portuguesa era “a última flor do Lácio”, em uma referência ao berço do latim, a região do Lácio. O latim vulgar falado nessa região era uma das variações da Língua Latina, e era usado pela população romana na comunicação diária.

Junto com a cultura, hábitos e padrões de vida, os romanos levaram essa língua para as cidades agregadas ao seu império, legando ao mundo a língua que daria origem às línguas neolatinas como português, espanhol, francês e italiano. Com as navegações portuguesas no século XVI, a Língua Portuguesa, mistura dos falares da península ibérica com as influências latinas, espalha-se por várias regiões como África Ásia e Américas.

Hoje a Língua Portuguesa é umas das dez línguas mais faladas no mundo e língua oficial de pelo menos oito nações. Sofreu evolução histórica, foi influenciada por vários idiomas e percorreu muitos estágios até chegar ao que falamos e escrevemos atualmente. Mesmo assim, há vários falares e padrões que diferem de uma região para outra do Brasil, assim como há “várias” línguas portuguesas faladas no Brasil e em Portugal.

Um pouco da linha do tempo da história dessa língua podemos conhecer no Museu da Língua Portuguesa, situado em São Paulo, em um prédio histórico na Estação da Luz, acima das plataformas dos trens. Estão distribuídos pelos três andares do prédio objetos, imagens e sons que demonstram o quanto a língua é viva e dinâmica e está mais presente nas nossas vidas do que imaginamos.

Os visitantes do museu podem descobrir - de forma bastante interativa - a origem das palavras, os idiomas que ajudaram a formar o português falado no Brasil e as formas de linguagem no cotidiano. O auditório passa filmes sobre a origem das línguas e a importância da linguagem. um grande corredor onde são projetados vídeos que mostram riqueza da língua nas regiões do Brasil.

Há também um espaço para mostras temporárias. A primeira delas é uma homenagem a Guimarães Rosa e os 50 anos de "Grande Sertão: Veredas". Outros autores e artistas brasileiros figuram nas exibições em que grandes nomes da Língua Portuguesa que são lembrados ludicamente.

Ao exploramos essa exposição cheia de recursos audiovisuais e alta tecnologia, somos envolvidos em imagens, vídeos, músicas, palavras cantadas escritas, lidas ou ouvidas em prosa e verso. Ali, temos certeza da importância da linguagem na construção dos povos.

Solange Firmino


Museu da Língua Portuguesa - Estação da Luz, São Paulo. De Terça a domingo, das 10h às 17h. R$ 4.

Imagem: Estação da Luz - São Paulo

quarta-feira, outubro 04, 2006

Deuses gregos perto de nós


Deuses e mitos auxiliavam na compreensão da natureza e do homem na Antigüidade Clássica. Após a mitologia veio a Filosofia, que trouxe o pensamento racional para explicar os mistérios do mundo.

Milênios depois de Sócrates, Platão e Aristóteles, ainda discutimos seus pensamentos. A mitologia grega está mais distante ainda, mas continua sendo alvo de leitura, estudos e representações artísticas. Falar da Grécia Antiga hoje é lembrar dos deuses e suas lendas de elementos fabulosos.

Os gregos construíram templos, esculturas e histórias que se tornaram inesquecíveis. Elementos como filosofia, arquitetura, teatro, mitologia, entre outros, influenciaram a arte e o pensamento de quase todo o mundo. Tudo o que conhecemos como arte no mundo ocidental tem uma pitada do mundo grego. A Grécia influenciou diretamente não só a arte romana, mas vários períodos na história da arte, criando valores estéticos que seguimos até hoje.

(...)

Muitos monumentos sobrevivem ainda graças ao uso dos materiais utilizados. E graças à importância que deram às obras no decorrer da história. Durante muito tempo, os museus colecionaram a arte antiga adquirida em escavações de arqueólogos. E durante anos, também, os objetos chegavam de todos os lugares como souvenir, saques, concessões ou doações de mecenas feitas a países como França, Alemanha e Inglaterra.

No século XIX, Lord Elgin removeu esculturas do Parthenon e levou para a Inglaterra. Ainda estão espalhados pelos museus do mundo numerosos trabalhos como estátuas, vasos, jóias, moedas, estátuas, painéis, etc. Atualmente a Grécia está empenhada na restauração e reconstrução de seu tesouro arqueológico e luta pelo retorno dessas peças.

(...)

Solange Firmino



*** Leia o texto integral e um poema sobre o tema na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.