sábado, abril 08, 2006

E-Zine Entre Palavras nº 1

Senhor passageiro,

próxima parada:

ENTRE PALAVRAS E-ZINE

Nº 1.

A Chegada, Sônia Menna Barreto

Data da chegada:



Sexta-feira,

7 de abril de 2.006.


Estação:


www.e-zine.entrepalavras.com.br


Nosso trem alcançou a primeira estação, hoje, às 18 horas. A ENTRE PALAVRAS E-ZINE n° 1, edição oficial, está no ar.

É a primeira parada dessa nossa viagem rumo ao futuro. Futuro da E-ZINE. Futuro dessa Trupe formada por você, amigo leitor, e por nós, loucos mambembes, que fazemos com sua colaboração a ENTRE PALAVRAS E-ZINE.

Juntos, sentemos nos bancos dessa estação. Deliciemo-nos com todas as histórias e causos dessa primeira etapa. Com vagar e carinho, conheçamos melhor cada artista-passageiro dessa maria-fumaça - lendo-os, vendo-os, ouvindo-os.

Troquemos impressões sobre a aventura com os integrantes da Trupe. Teremos tempo para colocar a conversa em dia. Sem pressa ou atropelos. Como toda Trupe mambembe, nossa casa fica onde nossa ARTE está.

Aproveitaremos essa parada ao máximo. Depois, colocaremos nosso trenzinho, outra vez, em movimento. E continuaremos a aventura, sempre em sua companhia, até a próxima parada - a Estação N° 2.

Mas não esqueça: nosso destino é o AMANHÃ!

Esperamos por você, ansiosos, na Estação!

http://www.e-zine.entrepalavras.com.br


ARTE para quem FAZ ARTE!

ARTE para quem AMA ARTE!

sexta-feira, abril 07, 2006

Por ti América - CCBB mostra legado de nossos povos.


Cultura marajoara: urna funerária.

Muito nos encantam, atualmente, lugares inusitados das Américas, como Machu Picchu; pirâmides escondidas nas selvas; trilhas incas ou o enigmático calendário Maia que os pesquisadores até hoje estudam. Esses são alguns dos poucos elementos, que restaram para que entendamos o passado desse continente – batizado de América em homenagem ao navegador italiano Américo Vespúcio.


No território latino-americano, os destaques são as áreas localizadas na Bolívia e Peru, onde existiram culturas como a Inca, Moche, Nazca, Chimu e Chavín. Nas áreas do México, Honduras, Guatemala e Belize habitaram os Olmecas, Toltecas, Maias e Astecas. O navegador italiano Cristóvão Colombo chegou à América no final do século XV. Os povos e civilizações daqui receberam, posteriormente, o rótulo de pré-colombianas, outra homenagem duvidosa. Já sabemos que nem foi ele quem chegou primeiro... Mas, enfim...


Dependendo da concepção antropológica da época, variam os nomes: ameríndios, América Indígena pré-histórica e outras denominações. Tentativa de excluir a atitude europocêntrica com o continente, que desenvolveu grandes civilizações antes da invasão européia. Essas culturas se formaram ao longo de milhares de anos. Estudos mostram esses povos possuíam organização
social e política e realizaram grandes obras.


Valorizamos nos livros didáticos os Incas, Maias e Astecas. A história da América, porém, não começa com Colombo, nem somente com essas três civilizações.

Faço esses comentários provocada pela Exposição Por ti América, no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil). A mostra reúne um pouco do legado de alguns desses povos. O acervo é de uma coleção particular e instituições públicas de países como Guatemala, Peru, Brasil e México, totalizando 350 objetos. A exposição, que ficou no CCBB até 29 de janeiro passado, está, agora, em Brasília (DF).

Está organizada em cinco temas: Cosmovisão; Sociedade e Assentamento; Sociedade e Religião, Política e Sociedade – elementos simbólicos fundamentais para compreender as visões de mundo das culturas ameríndias. Intencionalmente, a divisão é feita pelas temáticas que as aproximam, não pela origem regional – o que nos revela marcas comuns em culturas tão diferenciadas regionalmente.


O que falar de povos sem escrita? Que são primitivos? Escrita é só um código alfabético? A exposição também está organizada com esse objetivo: mostrar que se busca, hoje, decodificar a linguagem e compreender outras formas de escrita. Afinal, a linguagem codificada nas pinturas, códices e objetos não são um tipo de linguagem?

Antes de ver as famosas peças, há um espaço de introdução à arqueologia. Relata as especulações atuais sobre a migração dos povos no continente. Uma linha do tempo comparativa situa as civilizações da América indígena entre os principais acontecimentos da história universal, como a construção das pirâmides do Egito.


(...)


Leia o texto integral na E-Zine Entre Palavras.

Dioniso: um deus no teatro

Na Grécia antiga eram cultuados muitos deuses. Eles tinham vontades e personalidades como as dos homens, e muitas das suas características eram ligadas aos elementos da natureza. Um deus especial era Dioniso (Dionísio), cultuado como deus do vinho, da fertilidade e do Teatro.

Não sabemos muito sobre a origem do teatro, mas muito do que já se especulou sobre o assunto levou a acreditar que os elementos que fazem parte da história da Arte Teatral começaram a aparecer nos festivais em honra ao deus Dioniso.

Algo parecido com as procissões relembrando a vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, os antigos gregos também faziam em homenagem a Dioniso. Rituais e festas eram realizados contando sua história de dor e alegria, desde o nascimento conturbado, a destruição pelos titãs até o renascimento.


(...)

Leia o texto integral na coluna Célebres Cenas, na E-Zine Entre Palavras.

Um louco de juízo

Imagine um cavaleiro forte, corajoso, honrado, cortês, leal e belo. Ele luta, heroicamente, contra as injustiças e os monstros em um mundo de objetos mágicos, fadas, magos e belas donzelas, que inspiram os mais puros amores. Você pode encontrá-lo na história de Amadis de Gaula, uma famosa novela de cavalaria do século XIV, de autoria disputada entre portugueses e espanhóis.
No século XVII, as novelas de cavalaria ainda eram populares na Europa e Miguel de Cervantes y Saavedra escreve Dom Quixote de La Mancha. Apresenta a história ao público em duas partes, a primeira em 1605 e a segunda em 1615. A intenção de Cervantes não era, exatamente, dar continuidade ao estilo de novelas como Amadis de Gaula. Ao contrário. Sua intenção era ridicularizar e criticar heróis como Amadis, tanto que até fazia parte da biblioteca de Dom Quixote.
(...)



Leia esse texto integral na coluna Transversais do Tempo, na E-Zine Entre Palavras.

Quixotesca

[Para Simone Sales]

Se musas me visitam
com rimas de velhas cantigas
Se vivo os dramas de Shakespeare
Se vejo os infernos de Dante
Sou mais um louco a sonhar?
Louco é o mundo
sem guerreiros
sem um Sancho amigo
e donzelas em perigo
Ergo a espada sem temor
em lutas nada vãs
com meus moinhos diários
que insistem em ser gigantes

E cada um não tem
seu gigante a combater?
Minha loucura é acreditar
que meus gigantes
são moinhos

Solange Firmino


Imagem: Quixote de Gustav Doré


domingo, abril 02, 2006

Páscoa


Marcamos o ritmo dos dias pelas horas, datas e celebrações. Damos sentido e significados aos fatos para serem lembrados e, principalmente, comemorados. A Igreja tem definido muitas dessas celebrações, como a Semana Santa, mas não conheço ninguém, inclusive eu, que vá celebrá-la na Igreja. Espero mesmo ficar em casa pelo menos dois dias a mais com o feriadão do funcionalismo público.

No sentido da Páscoa não falamos, mas esperamos muito pelo chocolate, bacalhau e feriadão. Aliás, a cada ano como menos chocolate, a não ser que eu mesma compre. Há alguns anos, eu saía das escolas onde trabalhava com bolsas de presentinhos doces recebidos dos alunos. No último ano nem lembro se ganhei uma bala.

Não sei quem compra tantos produtos anunciados, afinal os comerciantes vivem se gabando do lucro das vendas e que a cada ano aumentam seus estoques de ovos e barras de chocolate, mas não recebo - nem compro - quase nada disso.

Não sei do preço do bacalhau, mas dizem que custa caro. Não compro porque não sei fazer nem quero aprender. Quem sabe um dia aproveite os pacotes de feriadão e vá comer direto na Noruega, onde deve ser mais gostoso e tem a fabulosa vista dos fiordes.

Se no último Natal comi pizza, na Páscoa devo comer lasanha.
Sei que não contribuo em nada para que as festividades tenham seus símbolos reavivados. E não posso culpar as religiões, pois não sei se elas têm cuidado disso com os fiéis.
Acho que salvam o feriadão da Igreja as montagens que contam a Paixão de Jesus Cristo. Claro que elas devem chamar a atenção porque são feitas por artistas famosos.

O calendário desse ano está cheio de feriados e feriadões. Até circula na internet um resumo dos enforcamentos (Tiradentes é depois da Páscoa, mas falo do outro tipo de enforcamento) que nos aguarda, inclusive com os feriados que não se juntam todos os anos, como o da Copa do Mundo e das Eleições. E em nenhum deles, principalmente os religiosos, os significados originais são lembrados e exaltados pela maioria da população.

Em tempo: Páscoa, para os cristãos, é a lembrança da ressurreição de Jesus Cristo, da sua passagem da morte para a vida. Para os judeus, a pessach, passagem, representa o êxodo dos hebreus do Egito, onde eram escravizados.

E parece que essa história de coelhinho da páscoa nada tem a ver com as histórias religiosas, mas foi um símbolo inventado por causa da fertilidade dos coelhos. Mas eles não colocam ovos, tadinhos.
Falando em ovo, meu preferido é o prestígio. Se for em barra, caju com passas.
E bom feriado.

Solange Firmino

Publicada em Blocos online e Caros Amigos.

sábado, abril 01, 2006

Meteora - Grécia



Mosteiros de Meteora na Grécia

Para quem pensa que na Grécia só tem ilhas "gregas" e ruínas do século de Péricles, vale a pena visitar Meteora. É um lugar pouco divugado, longe de Atenas, mas imperdível.
Meteora é como uma grande floresta de pedras e uma das comunidades mais inacessíceis da Terra.

Meteora fica na região da Tessália, região da Grécia continental, e os mosteiros bizantinos construídos dentro e no alto de enormes rochas são a principal atração. Algumas fontes dizem que foram construídos a partir do século IX d.C. Foram descobertos mosaicos, moedas, inscrições, jarros e outros objetos que datam da época romana.
Hoje restam 6 mosteiros, dos 24 originais. Visitei apenas 3.


À direita, Monastério da Transfiguração de Cristo (ou Grande Meteora), a 613m acima do nível do mar.


Os primeiros mosteiros eram alcançados escalando escadas removíveis. Mais tarde, os monges subiam em redes puxadas por guindastes, método usado até os anos 20 - tinha uma em um dos mosteiros para os turistas observarem.
Os visitantes medrosos se perguntam quanto tempo levava até que as cordas fossem substituídas e a resposta é "quando o Senhor as partia".


Hoje em dia o acesso aos mosteiros é através de escadas construídas nas rochas e os guindastes servem para o transporte de provisões - claro que eu não me arrisquei nas redes.

Os museus dentro dos mosteiros são um luxo, com peças ricamente fabricadas pelos monges, manuscritos, documentos, selos, pergaminhos, decretos de Constantinopla e magníficas pinturas bizantinas - mas que não pode filmar nem fotografar no interior dos mosteiros.

Mulheres não podem entrar de calça, mas com alguns dracmas pode-se comprar saias ou cangas à venda em todo lugar. Melhor do que pegar os saiotes horríveis que eles emprestam, acredite.


A cidade de Kalambaka, conhecida por esse nome desde a época da dominação turca, fica a 5 km de Meteora e tem uma bela vista da floresta de pedras que é Meteora, além de local onde ficam o comércio e as hospedagens para os turistas.
A guerra civil dos anos 40 acabaram com o país, mas as freiras se prontificaram a reconstruir o que restara de Meteora. Veja na foto abaixo a vista de Kalambaka.


Publicado aqui, em Blocos online.

Penélope



Haikai para Penélope tecedeira
teço dia e noite
faço e desfaço em rotina
meu próprio destino

Solange Firmino

Ulisses, protagonista do poema épico "Odisseia", deixa sua esposa Penélope e vai para a Guerra de Tróia.
Durante os vinte anos em que fica fora, Penélope faz de tudo para se livrar dos pretendentes. Uma das suas últimas estratégias é desmanchar de noite o trabalho que tecia de dia, nunca ficando pronto.