terça-feira, março 24, 2009

Hora do Planeta

Sábado, 28 de março, às 20h30





O WWF-Brasil participa pela primeira vez da Hora do Planeta, um ato simbólico, que será realizado dia 28 de março, às 20h30, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas.

Participe! É simples. Apague as luzes da sua sala.


sábado, março 21, 2009

Pélops, o amaldiçoado filho de Tântalo


Pélops foi morto pelo pai, Tântalo, que o esquartejou e ofereceu como banquete aos deuses, com o objetivo de pôr à prova a onisciência divina. Tântalo era filho de Zeus e da ninfa Pluto, filha de Oceano e Tétis, o que lhe permitia livre acesso aos deuses, mas ele abusou do privilégio ao revelar segredos divinos e roubar alimentos como néctar e ambrosia, para compartilhar com mortais. Pelas suas transgressões, os deuses o condenaram a um castigo eterno no Hades e trouxeram Pélops de volta à vida.

Quando habitava na região do Peloponeso, Pélops se apaixonou pela filha do rei da Élida, Hipodamia. Enômao temia a profecia de que seria morto por seu genro, então recusava todos os pretendentes da filha e os afastava oferecendo a mão dela como prêmio a quem o vencesse numa corrida de carros. Quem perdesse, seria morto. Enômao era filho de Ares e seus cavalos eram presente do deus, por isso já havia facilmente derrotado os primeiros corajosos, cujas cabeças cortadas eram penduradas na porta de casa para desencorajar os próximos pretendentes.

(...)

Solange Firmino


Texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.

Imagem: Pélops e Hipodamia

É OUTONO!


Acabaram as festas de fim de ano e Carnaval. Antes que cheguem os novos feriadões, teremos um pouco de calmaria em março, mas com o calor que ainda fará em muitos lugares do Brasil, como no Rio de Janeiro, onde o verão parece que nunca dá passagem ao outono.

Embora não percebamos o passar das estações, elas seguem um ciclo misterioso de ir-e-vir. Se prestarmos atenção, até perceberemos sutis mudanças ao redor.

Em março começa o outono, época do ano em que não há tantas flores como na primavera, mas há cores e nuances como não vemos em outra estação. Folhas em tons que vão do amarelo ao vermelho parecem concentrar as cores e energias das estações que passaram.

É no outono que vemos os pores-do-sol mais lindos. A lua fica mais linda no outono, inspirando os poetas. Dizem que os haikaístas ficam mais inspirados nessa época:

"Quietude no templo
palavras pescam poemas
à espera da lua "
[Haikai de Teruko Oda]

No outono, a quietude acontece na vida vegetal, como nas folhas que caem cobrindo o chão. Mas o sentido do outono também pode se refletir na vida humana. Nossos dias são breves como as folhas que caem. As tarde curtas do outono convidam ao descanso antes do inverno, assim como a fase madura da vida adulta convida a colher os frutos plantados. É hora de saboreá-los, sejam frutos da vida profissional, amorosa ou familiar. E, melhor, é hora de preparar essa abundância para o recolhimento do inverno.

Os antigos ritos celebrados em Elêusis, na Grécia, tinham como símbolo o mito de Deméter e Perséfone, que explicava o ciclo anual da colheita. Perséfone era filha de Zeus e Deméter, deusa da agricultura. Ainda jovem, Perséfone foi raptada pelo senhor do reino subterrâneo, Hades, que a tomou por esposa. Deméter, desolada, deixou de executar suas tarefas e as terras tornaram-se estéreis.

Para manter o equilíbrio da natureza, Zeus ordenou que Hades devolvesse Perséfone, mas como ela comera uma semente de romã no mundo subterrâneo, não podia ficar totalmente livre. Foi decidido que Perséfone passaria uma parte do ano com Hades (outono e inverno) e outra parte com Deméter (primavera e verão).

Na primavera, Deméter, a terra cultivável, enfeita o mundo para receber sua filha, como uma semente que brota periodicamente. Os Mistérios de Elêusis celebravam as colheitas e a fecundidade da terra.

Passadas as folias, é hora de fazermos a pausa que nos preparará para um renascimento futuro, ou, pelo menos, para as festas que virão novamente para celebrar os ciclos ou simplesmente para troca de presentes.

Se aprendermos com os ritmos da natureza, saberemos que não haverá morte, pelo menos não a morte física. Se há um recolhimento, é para a renovação e preparação da nova vida.

Quando chegar o outono,
quero as folhas
que enfeitam o chão,
húmus vegetal,
começo de árvore
em outra estação.
[Solange Firmino, trecho do poema "Sabedoria vegetal"]


Solange Firmino

Texto publicado em 2006 na temática Outono em Blocos online

terça-feira, março 10, 2009

Os castigos de Tântalo e Níobe

Ninguém sabe melhor o que é suplício do que aqueles que tentaram enganar os deuses e tiveram que sofrer tormentos eternos no Tártaro, como Sísifo rolando uma pedra ladeira acima, para vê-la descer em seguida; as Danaides enchendo seus tonéis sem fundo; Íxion girando uma roda em chamas e Tântalo padecendo de fome e sede. Os penitentes só tiveram descanso quando Orfeu desceu no Hades para tentar levar de volta à vida a esposa Eurídice. Com sua voz divina, Orfeu encantou todo o mundo subterrâneo: Caronte o deixou atravessar o rio; o vigilante cão Cérbero o deixou passar; Hades e Perséfone concordaram em lhe devolver a amada.

A mesma benevolência não recebeu Tântalo, um rei que vivia na Frígia (ou Lídia). Tântalo era filho de Zeus e da ninfa Pluto, filha de Oceano e Tétis, por isso tinha acesso livre aos deuses. Mas ele abusou dessa amizade revelando segredos divinos e roubando seus alimentos exclusivos, como néctar e ambrosia, para compartilhar com amigos mortais. A transgressão final, que valeu sua condenação, foi ter matado o filho Pélops. O rei convidou os deuses para um banquete e serviu os pedaços do filho morto, com o objetivo de pôr à prova a onisciência divina.
(...)

Solange Firmino


Leia o texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.

Imagem:Tântalo, Sísifo e Íxion em seus respectivos castigos