quarta-feira, setembro 21, 2016

Dia da árvore


As árvores olham
o movimento incessante
de homens sem raízes.

Primavera chegando

Foto tirada por mim em Casimiro de Abreu
Está chegando a primavera. Mais uma. É um ciclo. Já escrevi sobre a mitologia da estação, sobre Deméter e Perséfone, quando, após reencontrar a filha, Deméter retornou ao Olimpo e a terra se cobriu de verde. 
No simbolismo do mito, a filha representa o grão semeado, que se desenvolve embaixo da terra e aparece na primavera sob a forma de novos frutos. A significação profunda do mito dessas deusas era revelada aos Iniciados nos Mistérios de Elêusis, em que os adeptos se preparavam para a morte, com ensinamentos de como suportar a passagem de um mundo para outro.


Quem quiser ler o texto integral, aqui está o link:
http://www.blocosonline.com.br/literatura/prosa/colunistas/sfirmino/sf0052.php

"Chegam aromas de amanhã em mim." 

Manoel de Barros

segunda-feira, setembro 19, 2016

Lagartas: eu e Manoel de Barros


Poema na página 44 do meu livro, "Fragmentos da Insônia".
Quem desejar adquiri-lo, enviar e-mail para solange.firmino@gmail.com



quarta-feira, setembro 14, 2016

Haicai


Sarau

Em 10/09/2016  foi realizado mais um sarau do meu livro "Fragmentos da Insônia". O primeiro foi em Atibaia-SP, o segundo em João Pessoa-PB, e este terceiro no Rio de Janeiro. O evento ocorreu na Lapa, no Restaurante Nova República.

quinta-feira, setembro 01, 2016

33º Concurso Literário Yoshio Takemoto

Chegou meu livro! Está lindo.
Resultado do concurso nesse link.

Prêmio Incentivo (quatro trabalhos)
André Telucazu Kondo (Jundiaí, SP): “Festa”
Edson Amaro de Souza (São Gonçalo, RJ): “Elisabeth Bishop em Ouro Preto”
Karen Kazue Kawana (Jaguariúna, SP): “Para longe”
Solange Firmino de Souza (Rio de Janeiro, RJ): “Essência”





domingo, agosto 28, 2016

II Mostra de Esculturas Monumentais na Praça Paris



A Mostra Rio de Esculturas Monumentais retorna com sua segunda edição na Praça Paris, no bairro da Glória, e ficará até 25 de setembro de 2016, com a participação de 17 artistas do Rio de Janeiro e outros estados. A iniciativa dá seguimento a sua primeira edição, realizada na Praça Paris em 2014.


Destaque para a obra do artista Angelo Milani, de São Paulo, a instalação “Naveganças”, confeccionada com refugos domésticos e industriais, com 36 m² de base e 5m de altura, conta também com trechos de 400 poesias plotadas em espelhos automotivos, dos poetas Ferreira Gullar, Manoel de Barros, Manuel Bandeira, Cora Coralina, entre outros.



Observação: Fotografias tiradas por mim em 28.08.2106



quarta-feira, agosto 24, 2016

DePendurar: poemas em quadros

No site da loja DePendurar já estão meus poemas em lindas ilustrações da Marina Nogueira. Deem uma olhada lá:http://www.lojadependurar.com.br/sol-firmino-ct-15f453 

Pode-se escolher a cor da moldura, preta ou branca, e dois tamanhos, A4 (25cm x 33.7cm) ou A3 (33.7cm x 46cm)





Facebook da Loja: 
https://www.facebook.com/lojadependurar

Antologia da UFSJ

A Universidade Federal de São João del-Rei promove desde 2000 o Concurso de Poesias, agregando a cada edição um número maior de escritores de diversas localidades, inclusive de outros estados, de diferentes faixas etárias, origens socioculturais e formação acadêmica. 

O Concurso de Poesias é uma oportunidade para que poetas consagrados ou anônimos, iniciantes ou veteranos possam expressar sua arte literária e ter a chance de ter seu poema publicado em um livro com os 30 primeiros classificados (dos 191 inscritos).

Mais uma vez este ano estou entre os premiados.
Vejam que linda a capa da antologia e um recorte do meu poema:



O MITO & O SONHO


Por Krishnamurti Góes dos Anjos

“Mitos são histórias de nossa busca da verdade, de sentido, de significação através dos tempos”. Esta definição cunhada pelo estudioso norte-americano Joseph Campbell (1904–1987), vem de encontro a uma mitopoética praticada por alguns autores da literatura contemporânea. Mitopoética entendida como uma certa organização semântica que combina elementos da mitologia antiga com o objeto literário. Isto ocorre quando autores arquitetam suas tramas poéticas utilizando da fabulação mítica. Ou seja, poemas comprometidos com princípios (imutáveis e eternos) que intermedeiam o referencial cotidiano e as instâncias do imaginário.

Solange Firmino acaba de publicar pela Editora Benfazeja, “Fragmentos da insônia”, obra poética com fortes pendores e apelos ao mitológico, de forma que parte dos poemas atualizam mitos (ora sutilmente sob a forma de sombra, ora desveladamente), ressignificando a realidade por meio do imaginário simbólico, com o intuito de realizar sonhos. Nada melhor do que a mitologia para viabilizar tais anseios, e assim, redimensionar tempo/espaço e reescrever seu projeto existencial sem abster-se entretanto, de (re)pensar a condição humana na contemporaneidade. Cumpre lembrar a propósito, que o ato da criação literária está atrelado às camadas primordiais preexistentes nas profundas camadas do ser. Portanto manifestação do inconsciente de que a poesia se nutre ontem, hoje e sempre.
Trecho do poema “Renascimento”.


“Tal como o mito,
levanto-me discreta e lúcida.
Eis aqui meus versos eternos.
Abro minhas asas para o infinito e voo
mais uma vez”.


O ato da criação literária propriamente dita é outra vertente importante nessa obra (ao qual é dedicado mais de uma dezena de poemas). Usando de uma verticalização sugestiva a autora acaba por evidenciar a essência, o cerne do momento revelador, como acontece no poema,
“METAMORFOSE”.

A essência é a natureza de tudo.
No poema, a essência é a palavra
dita,
não-dita
ou sugerida.
  
O casulo do silêncio
prepara a palavra na raiz.
O poema nasce do casulo-ideia
abre suas asa e pousa
na brancura do papel
à espera de fonemas
que se transformem
em essência-ideia novamente:
Metamorfose”.

A essência do verso é o som da palavra.
Sagrado som
na essência da vibração:
Mantra.”


Este título “Metamorfose”, nos remete a uma terceira característica da criação literária de Solange Firmino, esta de caráter sintético, por assim dizer. Observamos no conjunto da obra, uma corrente de ligação semântica muito expressiva e recorrente, que denuncia seu ritmo como expressão daquilo que no mundo interior da autora é permanente movimento em espiral ascendente; o ritmo como sequência de sons, de sentidos, e de sentimentos, que formam uma unidade perfeita, obediente a uma sucessividade existencial permanentemente coesa, e expressa no ciclo: semente>ovo>casulo>crisálida>borboleta>voo>liberdade!

É graças à força da sugestão que Solange imprime em sua poética, tecida sobretudo para aqueles que sonham acordados, que o próprio sonho transposto em possibilidade, acaba predominando como realidade, e impõe o seu fascínio enquanto Vida.


REDENÇÃO
“O silêncio da noite,
antes insônia,
agora é despertar.
Assisto à vida sem pensar
em mais nada”.


Livro: Fragmentos da insônia, de Solange Firmino. São Paulo. Editora Benfazeja, 2016. 80p.


*** Quem quiser adquirir o livro, entre em contato comigo no e-mail solange.firmino@gmail.com

sexta-feira, julho 29, 2016

Meu livro estará em promoção no sarau das Senhoras Obscenas dia 30/07 às 18h. 

Endereço: Patuscada Livraria, Bar & Café
Rua Luís Murat, 40 - São Paulo

terça-feira, julho 26, 2016

4º Festival de Haicai de Petrópolis 2016

Fui premiada para a antologia de haicais da Associação NIKKEI de Petrópolis, no 4º Festival de Haicai de Petrópolis 2016.

Já, já posto aqui os haicais...

Fragmentos da Insônia

Meu livro "Fragmentos da Insônia" já chegou da editora. 
Quem quiser encomendar comigo, 
enviar um e-mail para 
solange.firmino@gmail.com



Prefácio de Carlos Machado, do Poesia.Net, Alguma Poesia

Poema da contracapa

sábado, julho 02, 2016

Francisca Júlia

Eu na Pinacoteca - SP

VÊNUS


Branca e hercúlea, de pé, num bloco de Carrara,
Que lhe serve de trono, a formosa escultura,
Vênus, túmido o colo, em severa postura,
Com seus olhos de pedra o mundo inteiro encara.

Um sopro, um quê ele vida o gênio lhe insuflara;
E impassível, de pé, mostra em toda a brancura,
Desde as linhas da face ao talhe da cintura,
A majestade real de uma beleza rara.

Vendo-a nessa postura e nesse nobre entono
De Minerva marcial que pelo gládio arranca,
Julgo vê-la descer lentamente do trono,

E, na mesma atitude a que a insolência a obriga,
Postar-se à minha frente, impassível e branca,
Na régia perfeição da formosura antiga.


Mármores (1895)


Fantoche

Em 2015 participei do concurso da Editora Literacidade chamado 'Metacantos', que deveria necessariamente versar sobre a arte de escrever poemas. Eis o meu poema, selecionado para a antologia: 



Fantoche

Ouço o que sussurra a Musa
No silêncio, no princípio e no fim do dia.
Fonemas, palavras, dígitos,
Impressões tatuadas nos papéis e nas telas.
Quando acho que caminho sozinha
Vem você e me traz de volta.
Quando me sinto erguida,
Seu gesto me derruba.
Obedeço cegamente.
Quem detém minhas rédeas?
Usa-me, então, Poesia.
Em cada fio, um verso.
Prenda-me assim, para eu saber
Que não sou livre.
Mantém-me sã, mesmo suspensa na corda bamba.
Você é minha permanência,  
meu rastro pelo caminho efêmero.

Solange Firmino

sábado, junho 25, 2016

Vencedores do 16° Concurso de Poesias da UFSJ são divulgados


A UFSJ promove desde 2000 o Concurso de Poesias, agregando a cada edição um número maior de escritores de diversas localidades, inclusive de outros estados, de diferentes faixas etárias, origens socioculturais e formação acadêmica. O Concurso de Poesias é uma oportunidade para que poetas consagrados ou anônimos, iniciantes ou veteranos possam expressar sua arte literária e ter a chance de ter seu poema publicado em um livro com os 30 primeiros classificados (dos 191 inscritos).
Mais uma vez este ano estou entre os premiados.