quarta-feira, agosto 24, 2016

DePendurar: poemas em quadros

No site da loja DePendurar já estão meus poemas em lindas ilustrações da Marina Nogueira. Deem uma olhada lá:http://www.lojadependurar.com.br/sol-firmino-ct-15f453 

Pode-se escolher a cor da moldura, preta ou branca, e dois tamanhos, A4 (25cm x 33.7cm) ou A3 (33.7cm x 46cm)





Facebook da Loja: 
https://www.facebook.com/lojadependurar

Antologia da UFSJ

A Universidade Federal de São João del-Rei promove desde 2000 o Concurso de Poesias, agregando a cada edição um número maior de escritores de diversas localidades, inclusive de outros estados, de diferentes faixas etárias, origens socioculturais e formação acadêmica. 

O Concurso de Poesias é uma oportunidade para que poetas consagrados ou anônimos, iniciantes ou veteranos possam expressar sua arte literária e ter a chance de ter seu poema publicado em um livro com os 30 primeiros classificados (dos 191 inscritos).

Mais uma vez este ano estou entre os premiados.
Vejam que linda a capa da antologia e um recorte do meu poema:



O MITO & O SONHO


Por Krishnamurti Góes dos Anjos

“Mitos são histórias de nossa busca da verdade, de sentido, de significação através dos tempos”. Esta definição cunhada pelo estudioso norte-americano Joseph Campbell (1904–1987), vem de encontro a uma mitopoética praticada por alguns autores da literatura contemporânea. Mitopoética entendida como uma certa organização semântica que combina elementos da mitologia antiga com o objeto literário. Isto ocorre quando autores arquitetam suas tramas poéticas utilizando da fabulação mítica. Ou seja, poemas comprometidos com princípios (imutáveis e eternos) que intermedeiam o referencial cotidiano e as instâncias do imaginário.

Solange Firmino acaba de publicar pela Editora Benfazeja, “Fragmentos da insônia”, obra poética com fortes pendores e apelos ao mitológico, de forma que parte dos poemas atualizam mitos (ora sutilmente sob a forma de sombra, ora desveladamente), ressignificando a realidade por meio do imaginário simbólico, com o intuito de realizar sonhos. Nada melhor do que a mitologia para viabilizar tais anseios, e assim, redimensionar tempo/espaço e reescrever seu projeto existencial sem abster-se entretanto, de (re)pensar a condição humana na contemporaneidade. Cumpre lembrar a propósito, que o ato da criação literária está atrelado às camadas primordiais preexistentes nas profundas camadas do ser. Portanto manifestação do inconsciente de que a poesia se nutre ontem, hoje e sempre.
Trecho do poema “Renascimento”.


“Tal como o mito,
levanto-me discreta e lúcida.
Eis aqui meus versos eternos.
Abro minhas asas para o infinito e voo
mais uma vez”.


O ato da criação literária propriamente dita é outra vertente importante nessa obra (ao qual é dedicado mais de uma dezena de poemas). Usando de uma verticalização sugestiva a autora acaba por evidenciar a essência, o cerne do momento revelador, como acontece no poema,
“METAMORFOSE”.

A essência é a natureza de tudo.
No poema, a essência é a palavra
dita,
não-dita
ou sugerida.
  
O casulo do silêncio
prepara a palavra na raiz.
O poema nasce do casulo-ideia
abre suas asa e pousa
na brancura do papel
à espera de fonemas
que se transformem
em essência-ideia novamente:
Metamorfose”.

A essência do verso é o som da palavra.
Sagrado som
na essência da vibração:
Mantra.”


Este título “Metamorfose”, nos remete a uma terceira característica da criação literária de Solange Firmino, esta de caráter sintético, por assim dizer. Observamos no conjunto da obra, uma corrente de ligação semântica muito expressiva e recorrente, que denuncia seu ritmo como expressão daquilo que no mundo interior da autora é permanente movimento em espiral ascendente; o ritmo como sequência de sons, de sentidos, e de sentimentos, que formam uma unidade perfeita, obediente a uma sucessividade existencial permanentemente coesa, e expressa no ciclo: semente>ovo>casulo>crisálida>borboleta>voo>liberdade!

É graças à força da sugestão que Solange imprime em sua poética, tecida sobretudo para aqueles que sonham acordados, que o próprio sonho transposto em possibilidade, acaba predominando como realidade, e impõe o seu fascínio enquanto Vida.


REDENÇÃO
“O silêncio da noite,
antes insônia,
agora é despertar.
Assisto à vida sem pensar
em mais nada”.


Livro: Fragmentos da insônia, de Solange Firmino. São Paulo. Editora Benfazeja, 2016. 80p.


*** Quem quiser adquirir o livro, entre em contato comigo no e-mail solange.firmino@gmail.com

sexta-feira, julho 29, 2016

Meu livro estará em promoção no sarau das Senhoras Obscenas dia 30/07 às 18h. 

Endereço: Patuscada Livraria, Bar & Café
Rua Luís Murat, 40 - São Paulo

terça-feira, julho 26, 2016

4º Festival de Haicai de Petrópolis 2016

Fui premiada para a antologia de haicais da Associação NIKKEI de Petrópolis, no 4º Festival de Haicai de Petrópolis 2016.

Já, já posto aqui os haicais...

Fragmentos da Insônia

Meu livro "Fragmentos da Insônia" já chegou da editora. 
Quem quiser encomendar comigo, 
enviar um e-mail para 
solange.firmino@gmail.com



Prefácio de Carlos Machado, do Poesia.Net, Alguma Poesia

Poema da contracapa

sábado, julho 02, 2016

Francisca Júlia

Eu na Pinacoteca - SP

VÊNUS


Branca e hercúlea, de pé, num bloco de Carrara,
Que lhe serve de trono, a formosa escultura,
Vênus, túmido o colo, em severa postura,
Com seus olhos de pedra o mundo inteiro encara.

Um sopro, um quê ele vida o gênio lhe insuflara;
E impassível, de pé, mostra em toda a brancura,
Desde as linhas da face ao talhe da cintura,
A majestade real de uma beleza rara.

Vendo-a nessa postura e nesse nobre entono
De Minerva marcial que pelo gládio arranca,
Julgo vê-la descer lentamente do trono,

E, na mesma atitude a que a insolência a obriga,
Postar-se à minha frente, impassível e branca,
Na régia perfeição da formosura antiga.


Mármores (1895)


Fantoche

Em 2015 participei do concurso da Editora Literacidade chamado 'Metacantos', que deveria necessariamente versar sobre a arte de escrever poemas. Eis o meu poema, selecionado para a antologia: 



Fantoche

Ouço o que sussurra a Musa
No silêncio, no princípio e no fim do dia.
Fonemas, palavras, dígitos,
Impressões tatuadas nos papéis e nas telas.
Quando acho que caminho sozinha
Vem você e me traz de volta.
Quando me sinto erguida,
Seu gesto me derruba.
Obedeço cegamente.
Quem detém minhas rédeas?
Usa-me, então, Poesia.
Em cada fio, um verso.
Prenda-me assim, para eu saber
Que não sou livre.
Mantém-me sã, mesmo suspensa na corda bamba.
Você é minha permanência,  
meu rastro pelo caminho efêmero.

Solange Firmino

sábado, junho 25, 2016

Vencedores do 16° Concurso de Poesias da UFSJ são divulgados


A UFSJ promove desde 2000 o Concurso de Poesias, agregando a cada edição um número maior de escritores de diversas localidades, inclusive de outros estados, de diferentes faixas etárias, origens socioculturais e formação acadêmica. O Concurso de Poesias é uma oportunidade para que poetas consagrados ou anônimos, iniciantes ou veteranos possam expressar sua arte literária e ter a chance de ter seu poema publicado em um livro com os 30 primeiros classificados (dos 191 inscritos).
Mais uma vez este ano estou entre os premiados.


sábado, maio 14, 2016

"Ferreira Gullar"

Exposição "Ferreira Gullar"

Galeria BNDES
Avenida República do Chile 100 (próximo ao Metrô Carioca)
De 11 de maio a 1º de julho
De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h

Visitas guiadas
De segunda a sexta-feira, às 12h30 e às quartas e quintas, às 18h15.
Não é necessário agendamento prévio.
Entrada gratuita.
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Extravio

Onde começo, onde acabo,
se o que está fora está dentro
como num círculo cuja

periferia é o centro?
Estou disperso nas coisas,
nas pessoas, nas gavetas:
de repente encontro ali
partes de mim: risos, vértebras.
Estou desfeito nas nuvens:
vejo do alto a cidade
e em cada esquina um menino,
que sou eu mesmo, a chamar-me.
Extraviei-me no tempo.
Onde estarão meus pedaços?
Muito se foi com os amigos
que já não ouvem nem falam.
Estou disperso nos vivos,
em seu corpo, em seu olfato,
onde durmo feito aroma
ou voz que também não fala.
Ah, ser somente o presente:
esta manhã, esta sala.
Ferreira Gullar

sexta-feira, maio 13, 2016

10 anos de Mito em Contexto!

Este mês fez 10 anos que escrevi o primeiro texto da coluna Mito em Contexto, em Blocos online, cujo site é organizado pela escritora Leila Míccolis. Foram mais de 6 anos e 127 textos.

quarta-feira, abril 13, 2016

Pera, uva, maçã ou beijo na boca?

O Beijo  - Gustav  Klimt




Um rapaz conversa com três moças sem vê-las. Depois de algumas perguntas e brincadeiras, escolhe qual delas beijará. Esse programa acontece em uma emissora de televisão. Mas beijo na telinha não é novidade há anos; novidade é a banalização do beijo.


A moda entre adolescentes é beijar muitas pessoas diferentes em uma só noite, durante as baladas. Pessoas que beijam muito tornam-se ídolos, principalmente se os beijos forem polêmicos, como aqueles protagonizados por Madonna, Britney Spears e Christina Aguilera, que há pouco tempo cantaram juntas no palco. Madonna beijou uma, depois outra. Não era carinho, talvez provocação ou autopromoção.


Fora os "selinhos", que os artistas dão para saírem nas capas das revistas, há também o "beijo técnico", que ninguém que não é artista acredita que existe.


Mas existe mesmo grande variedade de beijos com diversos significados, que vão desde o beijo no rosto ao beijo ardente. E muitos já foram classificados em um livro que indica os diferentes tipos de beijo, de acordo com respiração, posição da língua e até salivação - ou baba.


Deve existir nesse livro o beijo infantil, como o que eu dava nas brincadeiras, juro, inocentes quando criança. Na minha infância, nos anos 80, revistinhas falavam sobre o primeiro beijo e davam dicas de como beijar. E eu lia muitas, antes de saber que nenhum ensinamento é lembrado na hora fatal.


Mas me lembro bem da salada mista, brincadeira em que "pera, uva, maçã ou salada mista" representavam o gesto que você daria na pessoa que estava na sua frente: aperto de mão, abraço, beijo ou "todos juntos". Salada mista virou beijo na boca. De olhos vendados, mas nem tanto, e com a ajuda do sinal de quem cobria os olhos, era fácil dar um beijo na pessoa que interessava.


Essa geração que se empolga com o beijo fácil certamente não se daria mal nos anos 80, mas não muito antes disso, como no fim da Segunda Guerra, época retratada no filme Cinema Paradiso. Em algum canto da Itália, onde não havia balada nem MTV, um velho cinema era a única diversão dos moradores da vila. Na hora do esperado beijo, a cena do filme era cortada, causando raiva nos espectadores. O padre assistia aos filmes antes e censurava cenas "indecentes" como um beijo.


O pequeno Toto, que frequentava o cinema escondido, conheceu o projecionista Alfredo, iniciando uma bela amizade entre os dois. Não vou contar o final para quem não viu, mas é uma das cenas mais comoventes a que já assisti, e tem a ver com beijos. 


Beijos de cinema são tão famosos quanto beijos de contos de fada, em que princesas como Bela Adormecida e Branca de Neve são acordadas com beijos de belos príncipes, rompendo os encantos das bruxas. Também tem sapo que espera beijo para virar príncipe. Esperado também era o beijo que Judas deu em Jesus Cristo para traí-lo.


Entre encantos e traições, o beijo também pode trazer doenças. No beijo há troca de diversas substâncias como água, sais minerais e muitas bactérias e vírus. Alguns desses probleminhas podem ser resolvidos com higiene bucal, tema de famosas propagandas de cremes dentais, feita com filminhos de pessoas se beijando.


Fora as substâncias desagradáveis, bom é que além do prazer que pode proporcionar, beijar pode ajudar a perder calorias, afinal, dizem que um beijo na boca mobiliza vários músculos, além de acelerar as batidas cardíacas, o que faz melhorar a circulação do sangue.


Se você não sente mais aquele calorzinho e o coração acelerar com um beijo, é melhor se apaixonar de novo por outros beijos para não correr o risco de ficar obeso.



Muitos beijos


Solange Firmino

Dia do Beijo

Ritual erótico 

O Beija-flor beija a flor,
ou a flor beija
o Beija-flor?


Solange Firmino
















Foto aqui.

segunda-feira, março 28, 2016

Antologia do I Concurso Literário Machado de Assis


Com um dos exemplares da antologia do I Concurso Literário Machado de Assis. Que material maravilhoso. 
Além da excelente confecção do livro como um todo (primeira vez que recebo um livro plastificado), sei que constam ótimos escritores, pois alguns já conheço de nome. 
Muito feliz em ter participado do concurso. Esperando por mais! 
Muito obrigada a todos da Canal 6 Editora.


segunda-feira, março 21, 2016