Sábado, Novembro 21, 2009

O herói Jasão

Jasão era filho de Esão, rei da Tessália, mas não ocupou logo o trono, pois havia sido tomado pelo irmão do rei, Pélias. Assim que Jasão nasceu, Pélias mandou matá-lo, mas ele foi salvo pelos pais, que o entregaram a Quíron. O centauro educou Jasão até os 20 anos, época em que Pélias organizou uma festa. Jasão resolveu aparecer na festa e, para chegar lá, atravessou a nado um rio e perdeu uma das sandálias, o que fez o tio se lembrar de uma profecia sobre um estrangeiro descalço que seria seu inimigo mortal.

Pélias reconheceu Jasão e, para evitar perder o trono, deu ao sobrinho uma tarefa considerada impossível: ele deveria capturar o Velocino de Ouro, só então seria rei. O Velocino pertencia ao carneiro que salvou os filhos de Átamas de serem sacrificados sob as ordens da madrasta. O carneiro voador foi enviado por Zeus e levou as crianças nas costas. Ao passar pelo canal que separa a Europa da Ásia, Hele caiu do carneiro, daí o nome do mar, Helesponto. Frixo continuou o voo e desceu na Cólquida, onde sacrificou o carneiro a Zeus e entregou o velo (a pele do carneiro) ao rei, que o consagrou ao deus Ares em um bosque com guardião.

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Solange Firmino


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Imagem: Jasão entrega o Tosão a Pélias. Museu do Louvre, artista desconhecido.

Domingo, Novembro 08, 2009

Cadmo e os Labdácidas


Agenor era bisneto de Zeus e teve vários filhos, como Europa e Cadmo, importantes personagens nos mitos gregos. Europa foi raptada por Zeus e o rei ordenou que os filhos Cadmo, Fênix e Cílix a procurassem em todo lugar e eles não poderiam voltar sem a irmã. Durante a busca, que se tornou infrutífera, os irmãos fundaram várias cidades e nelas se instalaram. Fênix se ficou na Fenícia; Cílix na Cilícia e Cadmo na Grécia.

Cadmo viajou com a mãe, Telefassa, e com ela viveu um tempo na Trácia. Após a morte da mãe, ele foi aconselhado pelo Oráculo de Delfos a parar de procurar a irmã e fundar uma cidade. Ele deveria escolher o local seguindo uma vaca até que esta caísse de cansaço. Quando encontrou a vaca com o sinal previsto, Cadmo a seguiu até a região da Beócia, onde ela parou. Quando tentou pegar água em uma fonte, teve que matar a pedrada o dragão que a guardava, pois este matou primeiro os companheiros de Cadmo.

A conselho de Atena, Cadmo semeou na terra os dentes do dragão morto. Dos dentes semeados surgiram guerreiros armados e ameaçadores. Cadmo jogou uma pedra no meio deles, o que desencadeou uma disputa após se acusarem uns aos outros. No fim da luta restaram cinco guerreiros vivos, os Spartói (os Semeados), que ajudaram Cadmo na fundação de Tebas e foram considerados ancestrais das famílias tebanas nobres.

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Solange Firmino


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Imagem: Édipo e a Esfinge.

Domingo, Outubro 25, 2009

Zagreu, o primeiro Dioniso

De acordo com os mistérios órficos, o primeiro Dioniso, chamado Zagreu, nasceu de Zeus e Perséfone. Para que a ciumenta esposa Hera não fizesse nada contra o menino, Zeus o deixou aos cuidados de Apolo e os curetes na região do monte Parnaso. Mas Hera descobriu o esconderijo e ordenou aos Titãs que o capturassem. Zagreu tentou fugir metamorfoseado em touro, mas foi pego pelos Titãs, que o cortaram em pedaços, cozinharam as carnes em um caldeirão e o devoraram.

O gesto dos Titãs foi incorporado aos rituais relacionados a Zagreu, quando, nas festas comemorativas, o dilaceramento do deus era relembrado com animais sacrificados. A ingestão da carne simbolizava a junção com o deus, como se a própria divindade penetrasse no ser do indivíduo.

Zeus fulminou os Titãs pelos seus atos e das cinzas nasceram os homens. Com esse fato, os órficos pregavam a reencarnação e a origem divina da alma, explicando que os homens descendem dos deuses, que participam de algum modo da natureza humana. O mito também explicava a natureza humana, composta de bem e mal: cada ser humano traz dentro de si uma faísca do divino, sinônimo do bem. A parte titânica é má.

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Solange Firmino


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Quinta-feira, Outubro 08, 2009

Aventuras e desventuras de Teseu


Teseu era filho de Egeu, rei de Atenas, e antes de se tornar um grande rei viveu muitas aventuras. A mais famosa foi aquela em que matou o Minotauro e escapou do Labirinto onde o monstro habitava. Minos recebeu de Poseidon um magnífico touro e o guardou, em vez de sacrificá-lo. Enfurecido, Poseidon pediu à Afrodite que inspirasse na esposa do rei uma paixão pelo touro. Pasífae pediu ao arquiteto Dédalo que fizesse uma vaca oca de madeira para que ela entrasse e consumasse seu desejo. Dessa união nasceu o Minotauro, com cabeça de touro e corpo de homem. Minos encarregou Dédalo da construção do Labirinto onde foi colocado o monstro.

O Minotauro se alimentava de carne humana, enviada por Atenas como pagamento de um tributo, pois anos atrás Minos vencera uma guerra contra a cidade. A cota era sete rapazes e sete moças. O tributo somente cessaria quando o Minotauro morresse. Decidido a livrar Atenas desse fardo, Teseu resolveu ir a Creta como um dos jovens destinados ao sacrifício. Egeu combinou com o filho que, se ele voltasse são e salvo, deveria trocar a vela negra do navio por uma branca; dessa forma, quando avistasse a embarcação, saberia que o filho estava vivo.

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Solange Firmino


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Imagem: Teseu eo o Minotauro, mosaico romano.

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

Lua


Maravilhosa imagem enviada pelo astronauta Jose em 28/09/09 pelo Twitter
"Vista de la Luna, Tierra y delgado atmosfera de la Tierra"

Para segui-lo:
http://twitter.com/Astro_Jose


Quarta-feira, Setembro 23, 2009

O purificador Apolo


Escavações no local do Oráculo de Delfos mostraram que, à época micênica, séculos XIV-XI, o lugar era um vilarejo pobre, e seus habitantes veneravam uma deusa que lá possuía um Oráculo da deusa Geia, considerada a mãe-Terra. O guardião do Oráculo era, a princípio, um dragão fêmea com o nome de Delfine. A partir do século VIII a.C., o vigilante foi designado como Píton, uma gigantesca serpente. Seja qual for, o guardião simbolizava a soberania primordial das potências telúricas que protegia o Oráculo de Geia. Esse guardião foi morto por Apolo, um deus patrilinear.

Desde o século VIII a.C., Apolo se tornou mestre do canto, da música, da poesia e das Musas, mas primeiramente foi considerado um deus purificador da alma, pois a liberava de seus atos desonrosos. Ele se tornou mestre das expiações relativas ao homicídio, porque ele mesmo se submeteu a uma catarse após matar Píton, permanecendo um ano no vale de Tempe. Para se livrar da impureza do ato, era preciso que a culpa fosse expiada com ritos catárticos, evitando assim contaminação do génos, pois qualquer falta cometida por um membro da família, contaminava a família inteira. As histórias das maldições hereditárias da Grécia Antiga foram temas de vários mitos e tragédias, como a trilogia de Ésquilo.

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Solange Firmino


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Imagem: Apolo Belvedere, de Leocarés. 300 a.C.

Sábado, Setembro 05, 2009

Filêmon e Báucis, o casal acolhedor


Após a Guerra de Troia, o herói Ulisses passou anos tentando voltar para casa e foi recebido como hóspede em vários lugares. No palácio do rei Alcino foi acolhido com as honrarias de um visitante; as escravas lavaram suas mãos e ofereceram as melhores iguarias. Mas não teve a mesma sorte na ilha dos gigantes Ciclopes. Quando o herói solicitou hospitalidade, o ciclope Polifemo ironizou o pedido e ainda devorou alguns marinheiros que viajavam com Ulisses.

Outro desrespeitoso foi Laio, quando estava exilado na corte de Pélops e se apaixonou por Crisipo, príncipe herdeiro do trono. Raptando o jovem, Laio foi contra a hospitalidade sagrada, cujo protetor era Zeus, e também Hera, protetora dos amores legítimos. Laio foi amaldiçoado por esse ato, embora a maldição da sua família, chamada de Labdácidas, ocorresse desde antes dele. Seu futuro filho seria Édipo, o desafortunado rei que matou o pai e casou com a própria mãe.

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Solange Firmino


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Imagem: Hermes e Zeus com Filemon e Báucis, Johann Carl Loth.


Sábado, Agosto 22, 2009

A comunhão com Dioniso


A antiga religião grega acreditava no contato entre humanos e deuses, o qual se realizava através de sacrifícios e festas. Era nas festas que a religião viva se concentrava e nelas havia um clima de descontração geral. O número de festas era grande, e cada cidade grega tinha seu calendário particular. Dioniso, divindade conhecida como deus do vinho e do desejo, e que se manifestou sob vários nomes na religião grega, era um deus prestigiado com muitos festivais.

Entre as mais antigas festas de Dioniso estão as Dionísias rurais, que tinham como cerimônia central uma procissão barulhenta e alegrada com danças e cantos, nas quais os adeptos carregavam um grande falo. Os participantes se vestiam com máscaras ou se disfarçavam de animais. A intenção era provocar a fertilidade, como nas Lenéias, quando o condutor de tochas invocava a hierofania do deus para presidir às solenidades. Além de concurso de tragédia e comédia, a procissão tinha caráter orgiástico.

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Solange Firmino


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Imagem: Baco/Dioniso, de Caravaggio.


Terça-feira, Agosto 18, 2009

Desabrochar


Foto: Inácio Freitas


Às vezes
sou pétala fechada
com promessa
de flor

Desabrocho
a cada dia
em pelo e pele
renovados

Plena de cores
orvalho-me
abro-me
para o mundo
e vivo
antes de fenecer
novamente

Solange Firmino

Um dos 12 poemas selecionados no II Concurso Nacional de Poesias
para compor um calendário em 2010.

www.cabecaativa.jex.com.br

Quarta-feira, Agosto 05, 2009

Thousand-hand Bodhisattva Dance



Há uma dança chamada de "As Mil Mãos - GuanYin". Considerando a grande coordenação que é necessária, a sua realização não deixa de ser surpreendente, mais ainda porque todas as bailarinas são surdas. Todas as 21 bailarinas são completamente surda-mudas.
A primeira apresentação internacional foi em Atenas na cerimônia de encerramento dos Jogos Paraolímpicos de 2004, mas tem estado desde há muito tempo no repertório da "Chinese Disabled People’s Performing Art" e já viajou para mais de 40 países.
O vídeo foi gravado em Pequim durante o Festival da Primavera:

http://www.youtube.com/watch?v=xgHmSdpjEIk