domingo, setembro 03, 2006

Torres vulneráveis


Atualmente podemos viajar para vários cantos do mundo e visitar igrejas lindas com suas torres apontando para o céu, como a Sagrada Família, em Barcelona. Podemos fotografar monumentos como a Torre Eiffel, em Paris; o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; a Estátua da Liberdade, em Nova Iorque; o Big Ben, em Londres, e a Torre inclinada de Pisa, na Itália. Mas nem se essa torre inclinada cair (sozinha), e já provaram que é difícil, conseguirá ser tão marcante quanto a queda dos dois edifícios chamados World Trade Center ou Twin Towers, as Torres Gêmeas de Nova Iorque.

Tão marcante foi o fato que a data da queda das Torres Gêmeas virou substantivo, o “Onze de setembro”. Fato e data são lembrados todos os anos com a perplexidade e a dúvida sobre o que simbolizavam aquelas torres para nós, do século XXI, e quais os idealizadores e os reais motivos de sua destruição.

Além dos monumentos citados, não podemos, entre os que resistem, visitar a famosa Torre de Babel, mencionada no livro de Gênesis, da Bíblia, construída com o intuito de alcançar o Paraíso. O castigo mandado por Deus foi a confusão entre as línguas dos seus construtores. Se houve a pretensão de unir a todos em uma mesma língua ou mesma ideologia, o que tentamos fazer hoje com a globalização, veio a resposta que isso não é possível. Mas ainda construímos torres.

Em um conto infantil, a bruxa prendeu Rapunzel em uma torre, mas o príncipe subiu pelas suas longas tranças. Na mitologia grega, o rei Acrísio prendeu a filha Dânae em uma torre, mas não por muito tempo.

(...)

Solange Firmino


Leia o texto na coluna Mito em Contexto em Blocos online.



Um comentário:

vera disse...

Bela foto, também tenho uma exatamente daí, só que não em trajes tão agradáveis. De capote, luvas e gorro, apreciei tamanho símbolo e jamais poderia supor a tragédia. Do alto de nossas torres também a dualidade, protegidos e vulneráveis. No episódio, o macro repetiu o micro. E agora? Se o mal também é condição humana havemos de fazer tudo para controlá-lo.