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Praia do Paraíso, Mosqueiro - Pará |
São intermináveis
as luas e os sóis
e o milagre dos dias que irrompe.
Chove em mim e o
ventre do abismo
acolhe o trajeto dos pássaros.
Vejo frutas prematuras
na paisagem que criou
este poema.
Logo será tempo de morrer
e entoar um cântico
de renovação
ao fascínio incerto
do solstício.
É familiar esse aceno
das árvores
que me seduz
em pleno mês de julho.
Solange Firmino
(no livro Geometria do abismo)