sexta-feira, maio 08, 2009

A paixão de Medéia


Medéia era filha do rei da Cólquida. Sua história se tornou conhecida após a chegada de Jasão e os Argonautas à sua corte. Os nautas chegaram à região após uma série de aventuras pelos mares, a fim de recuperar o Velocino de Ouro. O Velocino (ou Velo) pertencia ao carneiro que salvou os filhos de Átamas de serem sacrificados sob as ordens da madrasta. O carneiro voador com velo de ouro enviado por Zeus levou as crianças nas costas. Passando pelo canal que separa a Europa da Ásia, Hele caiu do carneiro, dando seu nome ao mar abaixo, o Helesponto; Frixo continuou o voo e desceu na Cólquida. O menino sacrificou o carneiro a Zeus e entregou o velo (a pele do carneiro) ao rei, que o consagrou ao deus Ares num bosque guardado por uma serpente.

Jasão deveria pegar o Velocino (ou Velo) para satisfazer as ordens do tio Pélias, usurpador do trono da Tessália. Quando cresceu e exigiu sua herança, Jasão recebeu a tarefa considerada impossível, só então seria rei. Organizou uma expedição em um navio chamado Argos. Entre os Argonautas havia heróis e personagens conhecidos, como Orfeu; os gêmeos Cástor e Pólux; Peleu, pai de Aquiles; e, em alguma parte da jornada, Hércules. Navegaram em direção ao Mar Negro na jornada para Cólquida.

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Solange Firmino


Texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.



Imagem: Medéia e as filhas de Pélias.

segunda-feira, abril 20, 2009

Nix e seus descendentes

Os primeiros momentos da criação aconteceram no escuro. A luminosidade viria somente a partir de Érebo e Nix, entidades originadas do Caos inicial. Na tradição Órfica, todo o Universo e os deuses primordiais nasceram do Ovo Cósmico de Nix, que surgiu de um desdobramento assexuado do Caos. Érebo seria a escuridão profunda do momento da criação, e mais tarde passou a se localizar na região subterrânea do Hades. A escuridão acima de Gaia era representada por Nix, que teve uma breve união com Érebo e criou Éter, a luz atmosférica, e Hemera, a luz do dia; depois se desdobrou e gerou sozinha outras divindades. Os descendentes mais importantes de Nix foram as Hespérides, as Moiras , Nêmesis, Éris e Lete.

As Hespérides, ou ninfas do Poente, personificavam o final da tarde, momento de transição entre o dia e a noite. Elas viviam em um jardim inacessível situado no extremo Ocidente e guardado por um dragão. O lugar era famoso pelas maçãs de ouro que Gaia deu para a deusa Hera por ocasião do casamento desta com Zeus. Lá também era morada do gigante Atlas, que recebeu o herói Hércules em um de seus doze trabalhos.

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Solange Firmino


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Imagem: Hércules no Jardim das Hespérides.

domingo, abril 12, 2009

A Odisseia: Ulisses volta para a casa



Ulisses era rei de Ítaca, e lá morava com a mulher, Penélope, e o filho, Telêmaco. Quando foi declarada a guerra contra Troia, ele fez de tudo para não partir, até se fingiu de doido, mas logo descobriram seu artifício. Os gregos teriam perdido a guerra se Ulisses não tivesse a ideia de construir um cavalo de madeira, o “Cavalo de Troia”, para abrigar os guerreiros dentro. Os troianos pensaram que os gregos tivessem fugido e deixado o cavalo como presente, então o colocaram na cidade. Os gregos saíram de dentro do cavalo e derrotaram Troia.
O poema Ilíada  começa no nono ano da Guerra de Troia, com a ira de Aquiles e os acontecimentos em torno disso. A narrativa do poema Odisseia começa após os dez anos da guerra, quando Odisseu/Ulisses tenta voltar para sua pátria. O poema conta as aventuras em terra e mar desse regresso, que durou dez anos. Assim como Homero  começou a Ilíada in media res, também começou a história de Ulisses quando já havia sete anos em que estava preso na Ilha de Ogigia com a ninfa Calipso.
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Solange Firmino

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Imagem: Ulisses enfrenta as Sereias.


terça-feira, março 24, 2009

Hora do Planeta

Sábado, 28 de março, às 20h30





O WWF-Brasil participa pela primeira vez da Hora do Planeta, um ato simbólico, que será realizado dia 28 de março, às 20h30, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a apagar as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas.

Participe! É simples. Apague as luzes da sua sala.


sábado, março 21, 2009

Pélops, o amaldiçoado filho de Tântalo


Pélops foi morto pelo pai, Tântalo, que o esquartejou e ofereceu como banquete aos deuses, com o objetivo de pôr à prova a onisciência divina. Tântalo era filho de Zeus e da ninfa Pluto, filha de Oceano e Tétis, o que lhe permitia livre acesso aos deuses, mas ele abusou do privilégio ao revelar segredos divinos e roubar alimentos como néctar e ambrosia, para compartilhar com mortais. Pelas suas transgressões, os deuses o condenaram a um castigo eterno no Hades e trouxeram Pélops de volta à vida.

Quando habitava na região do Peloponeso, Pélops se apaixonou pela filha do rei da Élida, Hipodamia. Enômao temia a profecia de que seria morto por seu genro, então recusava todos os pretendentes da filha e os afastava oferecendo a mão dela como prêmio a quem o vencesse numa corrida de carros. Quem perdesse, seria morto. Enômao era filho de Ares e seus cavalos eram presente do deus, por isso já havia facilmente derrotado os primeiros corajosos, cujas cabeças cortadas eram penduradas na porta de casa para desencorajar os próximos pretendentes.

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Solange Firmino


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Imagem: Pélops e Hipodamia

terça-feira, março 10, 2009

Os castigos de Tântalo e Níobe

Ninguém sabe melhor o que é suplício do que aqueles que tentaram enganar os deuses e tiveram que sofrer tormentos eternos no Tártaro, como Sísifo rolando uma pedra ladeira acima, para vê-la descer em seguida; as Danaides enchendo seus tonéis sem fundo; Íxion girando uma roda em chamas e Tântalo padecendo de fome e sede. Os penitentes só tiveram descanso quando Orfeu desceu no Hades para tentar levar de volta à vida a esposa Eurídice. Com sua voz divina, Orfeu encantou todo o mundo subterrâneo: Caronte o deixou atravessar o rio; o vigilante cão Cérbero o deixou passar; Hades e Perséfone concordaram em lhe devolver a amada.

A mesma benevolência não recebeu Tântalo, um rei que vivia na Frígia (ou Lídia). Tântalo era filho de Zeus e da ninfa Pluto, filha de Oceano e Tétis, por isso tinha acesso livre aos deuses. Mas ele abusou dessa amizade revelando segredos divinos e roubando seus alimentos exclusivos, como néctar e ambrosia, para compartilhar com amigos mortais. A transgressão final, que valeu sua condenação, foi ter matado o filho Pélops. O rei convidou os deuses para um banquete e serviu os pedaços do filho morto, com o objetivo de pôr à prova a onisciência divina.
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Solange Firmino


Leia o texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.

Imagem:Tântalo, Sísifo e Íxion em seus respectivos castigos

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Ariadne: de Creta ao Olimpo


Filha do rei de Creta, Ariadne começou sua grande aventura quando se apaixonou por Teseu, filho de Egeu, rei de Atenas. Egeu, invejoso das vitórias do cretense Androgeu nos jogos de Atenas, enviou-o para combater o Touro de Maratona, onde o jovem morreu. Após um período de Guerra entre Atenas e Creta, uma peste assolou Atenas, pedido de Minos a Zeus. O rei de Creta concordou em se retirar de Atenas se fossem enviados de nove em nove anos sete rapazes e sete moças para o Minotauro, animal metade homem, metade touro, que vivia preso em um labirinto.

Meio-irmão de Ariadne, o Minotauro foi castigo de Poseidon a Minos, que pediu ao Senhor dos Mares um touro para provar seu poder aos adversários. Minos devia oferecer o animal ao deus, mas, admirado com a sua beleza, o rei o guardou em seu rebanho e sacrificou outro em seu lugar. Poseidon então pediu à deusa Afrodite que despertasse na esposa de Minos um desejo pelo touro. Pasífae pediu ao arquiteto Dédalo que construísse uma vaca oca de madeira para que ela consumasse seu desejo. Dessa união nasceu o Minotauro.

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Solange Firmino

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Imagem: Ariadne, de John Vanderlyn, 1820.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Hera, a legítima Senhora do Olimpo


Como todos os seus irmãos, com exceção de Zeus, Hera foi engolida pelo pai Crono ao nascer, mas todos foram salvos após os combates vitoriosos do futuro marido. Para o poeta Hesíodo, Hera foi a terceira esposa de Zeus, antecedida por Têmis e Métis. Hera e Zeus tiveram as núpcias no Jardim das Hespérides, em eterna primavera. Juntos, Zeus e Hera geraram Hebe, Ares, Hítia e Hefestos.

Como legítima esposa de Zeus, Hera foi considerada protetora das esposas e do amor legítimo. A deusa era vista como ciumenta e vingativa, pois aparecia sempre irritada com as infidelidades do marido, perseguindo suas amantes e filhos gerados com deusas e mortais. Entre suas armações, transformou Io em vaca e provocou a morte de Sêmele, grávida de Dioniso. Tentou impedir o nascimento dos gêmeos Apolo e Ártemis, filhos de Zeus e Leto. Aconselhou Ártemis a matar Calisto, ninfa que Zeus seduzira se disfarçando na própria Ártemis. Para fugir da vigilância da esposa, Zeus se metamorfoseava em diferentes formas, como em touro, cisne, chuva de ouro ou no marido da mulher desejada, como fez para seduzir Alcmena.

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Solange Firmino

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domingo, janeiro 25, 2009

João Pessoa - 2009

João Pessoa foi fundada em 5 de agosto de 1585 com o nome de Cidade de Nossa Senhora das Neves, a santa do dia em que foi firmada a aliança com os Tabajara.
A cidade nasceu nas margens do rio Sanhauá, de onde sobem as ladeiras em direção ao Centro.



Os bairros do Centro possuem a maior parte das áreas de tombamento pelos órgãos de proteção ao patrimônio, dentre elas, o Centro Histórico.



A cidade está localizada na porção mais oriental das Américas e do Brasil, por isso um dos locais mais visitados é a Ponta do Seixas, considerado esse ponto extremo e onde o sol nasce primeiro.


A uns 10 km do centro está a praia do Jacaré (que não é praia), muito procurada por contempladores do pôr-do-Sol. Lá existem vários bares voltados para o poente, com mirantes e Bolero de Ravel ao vivo, tocado principalmente por Jurandir do Sax (segunda foto abaixo).

O Forte de Santa Catarina fica a uns 18 km de João Pessoa e representa as lutas contra invasores holandeses na época do Brasil Colônia.


Igreja de São Francisco, erguida pelos frades franciscanos:


A Igreja de Nossa Senhora da Guia foi fundada pelos Carmelitas, religiosos que chegaram à Paraíba em 1591. O seu estilo é barroco tropical, fica à margem esquerda do rio Paraíba, em Lucena. A igreja apresenta em sua fachada desenhos extravagantes, como as figuras popularmente conhecidas como “Anjos deformados”.

Há também frutos tropicais, coroas, cetros, armas do Império, etc.


Praias cristalinas, quentes e tranquilas são sempre o melhor convite da cidade. Há praias de areia branca, há praias com falésias, coqueiros, maceiós, entre outras formações geográficas. A seguir, Tambáu (primeira foto) e Formosa:



Mais fotos minhas de João Pessoa aqui.

sábado, janeiro 24, 2009

Apolo, Senhor de Delfos


Apolo era filho de Zeus e Leto, e irmão gêmeo de Ártemis. Nasceu na ilha de Delos com a própria irmã, nascida minutos antes, como parteira. Sua mãe se refugiou na ilha fugindo da furiosa Hera, esposa de Zeus. Gaia, por ordens de Hera, não ofereceu nenhum abrigo à grávida e Poseidon, Senhor dos Mares, quebrou uma rocha com seu tridente para fazer surgir a ilha de Delos, onde Leto pôde ter os gêmeos.

Apolo teve muitos amores mas, apesar da beleza divina, foi recusado por mortais e divindades. Certa vez disse a Cupido que manejava o arco e a flecha melhor que ele. Ressentido, Cupido acertou Apolo com a flecha do amor e Dafne com a flecha da repulsa. A ninfa fugiu de Apolo e pediu ajuda ao pai, o rio Peneu, que a transformou em loureiro. Apolo declarou amor eterno a Dafne tornando o loureiro sua árvore sagrada.

Também amado por Apolo, Ciparisso matou um veado acidentalmente. Triste pela perda do animal, implorou que suas lágrimas durassem eternamente e foi transformado em cipreste (em grego kypárissos), a árvore da tristeza. O jovem Jacinto acompanhava Apolo nas diversões. Uma vez, enquanto lançavam um disco pelos ares, Zéfiro, o vento oeste, por ciúme de Jacinto, fez com que o disco o atingisse. Apolo transformou o jovem na flor jacinto.

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Solange Firmino


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imagem: Apolo com cítara e o dragão-serpente Píton.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

7° Concurso de contos da ADL, Boa Esperança, MG

Relação de Premiados:


Prêmio “Áurea Netto Pinto” 1º lugar: R$ 1.000,00, troféu e diploma
Maria Apparecida Sanches Coquemalla – “In/Justiça" – Itararé, SP

Prêmio 2º lugar: R$ 500,00, troféu e diploma
Benilson Toniolo* – “O poeta no supermercado” – Campos do Jordão, SP

Prêmio 3º lugar: R$ 300,00, troféu e diploma
Édson Ferreira de Ázara– “A morte morta” – Boa Esperança, MG

Prêmios de Menção Honrosa: Diplomas. (Em ordem alfabética de autor.)

Antonio Ribeiro – “A viúva feliz” – São Paulo, SP
Cecy Barbosa Campos – “O homem transparente” – Juiz de Fora, MG
Éder Rodrigues* – “Do lar” – Belo Horizonte, MG
Fabiana de Oliveira Ribeiro – “Colégio Cinza” – Alterosa, MG
Gilson Eustáquio Chagas – “Cidadania... O resgate pra vida” – São José do Rio Preto, SP
Luciane Godinho da Silva – “O sacrifício do rei” – Porto Alegre, RS
Márcia Regina A. Duarte – “Pirei com a cabeça da minha amiga” – Rio de Janeiro, RJ
Máua Levi de Santana* – “Um dia menos os outros” – Jaboatão dos Guararapes, PE
Orlando de Arco e Flexa Neto – “O mundo do Homem Azul” – Monte Alegre do Sul, SP
Ritamar Invernizzi – “Hibernal” – Bento Gonçalves, RS
Reginaldo Costa de Albuquerque – “5o andar” – Campo Grande, MS
Simone Pedersen* - “A primeira desilusão a gente nunca esquece” – Vinhedo, SP
Solange Firmino* - “Tudo muda” – Rio de Janeiro, RJ
Sulamita Coelho Amaral – “O medo” – Divinópolis, MG
Tânia Cristina Dias – “Alfazema” – Nova Lima, MG
Vítor Menezes* – “O cavador de cisternas” – Boa Esperança, MG
Yvelise A. Queiroz e Crepaldi – “Admirador secreto” - Itajubá, MG

(*) Nome literário.

sexta-feira, dezembro 19, 2008

Afrodite, deusa do amor e da beleza


Na Ilíada, Homero traz Afrodite como filha de Zeus e Dione. A versão mais popular do seu nascimento diz que quando Crono castrou Urano, os testículos caíram no mar e a partir do sêmen jorrado se formou a espuma da qual surgiu Afrodite. Assim que nasceu, foi levada pelo vento Zéfiro para Chipre, onde foi ornamentada pelas Horas e depois conduzida ao Monte Olimpo.

Os mitos mais importantes apontam Afrodite para a Ásia, como o amante Adônis e os filhos Enéias, Hermafrodito e Priapo. A deusa venceu o concurso que resultou na Guerra de Tróia , o que também a leva para a Ásia. Éris, a Discórdia, não convidada para as núpcias de Peleu e Tétis, lançou entre Hera, Afrodite e Atena uma maçã de ouro com os dizeres “para a mais bela”. Zeus designou como árbitro da disputa o filho do rei de Tróia. As deusas ofereceram a Páris seus presentes: Atena daria a sabedoria; Hera, o poder sobre o Universo. Afrodite venceu ao prometer o amor da mais bela mulher. Como recompensa pelo título de a mais bela das deusas, Afrodite auxiliou Paris na viagem a Esparta e no rapto de Helena.

O grande casamento grego da deusa foi com Hefestos, o deus ferreiro. Na ausência dele, Ares partilhava o leito de Afrodite, que deixava à porta dos aposentos o jovem Aléctrion, atento à aproximação do Sol . Um dia, o vigia dormiu e os amantes foram denunciados. O marido traído preparou uma rede mágica, prendeu o casal e chamou os deuses como testemunhas do adultério. Afrodite fugiu para Chipre e Ares para a Trácia. Desse amor nasceram Fobos (o medo), Deimos (o terror) e Harmonia. Aléctrion foi metamorfoseado em galo (alektryón é galo em grego) e obrigado a cantar antes do nascimento do Sol.

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Solange Firmino


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Imagem: Afrodite e Adônis, Waterhouse, 1899.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Hermafrodito, filho de Hermes e Afrodite


O nome Hermafrodito deriva da união dos nomes Hermes e Afrodite. Assim como os dois nomes dos seus pais, Hermafrodito teria nascido com os dois sexos. A versão mais popular do mito dizia que a dualidade de sexos foi adquirida. Assim, Hermafrodito nasceu homem e foi entregue às ninfas , para ocultar o adultério da mãe. A deusa do amor e da beleza gerou muitos filhos, frutos de várias relações amorosas. Hermafrodito nasceu do romance com Hermes, mensageiro dos deuses.

O menino, tão belo quanto a mãe, foi criado pelas ninfas na floresta de Ida até completar quinze anos, quando resolveu sair pelo mundo. Chegando à Cária, aproximou-se de um lago e logo despertou o amor da ninfa que habitava nas proximidades, a bela Salmácis. Assim como Narciso recusara as investidas da ninfa Eco, Hermafrodito recusou as investidas de Salmácis.

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Solange Firmino


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Imagem: Ninfa Salmácis e Hermadrodito.

domingo, novembro 23, 2008

Zeus e Ganimedes


Zeus governava o mundo dos deuses e dos homens do alto do Monte Olimpo. Além da esposa legítima Hera, o deus teve vários relacionamentos amorosos com deusas e mortais, com as quais teve uma numerosa descendência. Entre os filhos mais famosos, teve Dioniso com Sêmele; engoliu Métis quando grávida e extraiu a filha Atena da própria cabeça; com Leto teve Apolo e Ártemis; com Deméter teve Perséfone. Da esposa Hera nasceram Ares e Hefestos.

Em muitas de suas aventuras, Zeus se metamorfoseou como artifício de sedução e também para escapar aos olhos da ciumenta Hera. Entre alguns exemplos, se tornou touro para Europa e cisne para Leda, mãe dos mortais Castor e Clitemnestra, filhos do marido Tíndaro; e de Helena e Pólux, filhos de Zeus. Mostrou-se a Dânae como chuva de ouro e com ela teve o herói Perseu.

Mas Zeus não perdeu a cabeça somente pelas mulheres. O mais belo dos mortais, Ganimedes, da casa real de Tróia, também foi amado pelo deus. O jovem, que mal havia passado da puberdade, pastoreava rebanhos no Monte Ida quando Zeus o raptou e o levou para o Olimpo. Uma versão do mito conta que a águia de Zeus foi responsável pela missão. No Olimpo, Ganimedes se tornou o copeiro dos deuses, encarregado de servir o néctar durante os felizes encontros entre os imortais. Para compensar o pai do jovem, Zeus mandou-lhe cavalos divinos de presente, além de assegurar que Ganimedes se tornara imortal.


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Solange Firmino


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Imagem: Escultura neoclássica, Zeus e Ganimedes.


quarta-feira, novembro 19, 2008

Prêmio Dardos


O blog de Leila Míccolis ganhou o Prêmio Dardos, concedido pelo DuvidoLogias, da escritora Tania Montandon. Além de exibir o selo, Leila pôde escolher 15 blogs para para receberem também a premiação virtual.

Agradeço aqui ao criador do Prêmio Dardos e a Leila Míccolis pela homenagem ao meu blog entre os 15 selecionados.

quarta-feira, novembro 05, 2008

Hera, Héracles e a Via Láctea


Galáxias são ilhas gigantes com bilhões de estrelas. Existem muitas dessas ilhas, mas o Sol, a Lua, os planetas do Sistema Solar, todas as estrelas que conseguimos ver no céu e outras infinitas que não enxergamos fazem parte da galáxia chamada Via Láctea. Todos os povos da Antigüidade a notaram e a ela atribuíram explicações míticas. Vista da Terra, essa coleção de estrelas parece um cinturão envolvendo o céu, por isso muitos a chamaram de “espinha dorsal da noite”. Alguns acharam que era um caminho por onde passavam as almas dos mortos, ou que fosse formada pelas almas dos heróis. Outros acharam que era uma Grande Serpente separando a Terra do Céu, e a serpente estaria devorando a própria cauda, num belo símbolo do tempo sem começo ou fim.

No século XVII, Galileu Galilei comprovou que a Via Láctea é realmente formada por uma imensidão de estrelas, conforme alguns antigos gregos já haviam dito, como Anaxágoras e Demócrito. Para o homem moderno, começava aí a descoberta da natureza da Via Láctea. No século XVIII, Edmund Halley comparou posições de estrelas da época com aquelas encontradas nos catálogos de 1500 anos antes feitos por Ptolomeu. Ele concluiu que as estrelas mudavam de posição, descobrindo o movimento próprio delas. O homem moderno vive em cidades que ofuscam a luz das estrelas, mas os cientistas vivem e observando o céu com seus telescópios maravilhosos e descobrindo mais segredos sobre as galáxias.

Galáxia é o nome grego para Via Láctea. O termo vem de gala, leite. O adjetivo galaktikos sugere o termo “branco leitoso”. Quando olhamos o céu noturno sem as luzes da cidade, temos a impressão que parte do céu realmente contém uma estrada esbranquiçada. Os romanos deram o nome de Via Láctea, caminho de leite, a essa aparência; o láctea latino deu origem a nomes como leite e laticínio. Por vários séculos galáxia e Via Láctea foram palavras sinônimas; à medida que aumentou nosso conhecimento do Universo, o primeiro termo passou a ter significado mais genérico. A ligação poética com o leite foi dada pela mitologia, que atribuía a formação da Via Láctea ao leite do seio de Hera, esposa de Zeus.

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Solange Firmino


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Imagem: Alcides mamando em Hera.

sábado, outubro 25, 2008

Monte Olimpo, morada dos deuses


As divindades gregas foram organizadas em famílias divinas, que apresentavam igualmente os defeitos e virtudes das famílias humanas. As genealogias das famílias divinas também explicam a criação do Universo, na cosmogonia, e a origens dos deuses, na teogonia.

Os deuses primordiais, ou deuses da primeira geração, eram entidades que geraram o mundo. Nessa primeira fase do Cosmo, Urano e Gaia deram origem a uma numerosa descendência: Titãs, Titânidas, Ciclopes, Hecatonquiros e outros representados como primitivas forças da natureza, como os relâmpagos, e representavam também os impulsos básicos da vida, como a morte.

Na segunda geração divina, Urano foi destronado e os Titãs tomaram o governo do mundo sob o comando de Crono, o Tempo. Essa geração era descendente das forças primordiais e ainda transmitia uma visão indomada da natureza. Ao lado de divindades monstruosas e incontroláveis surgiram os primeiros deuses de aparência parecida com a humana.

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Solange Firmino


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Imagem: Monte Olimpo, Tessália. Janice Siegel.

domingo, outubro 05, 2008

Prometeu e Pandora

Urano e Gaia tiveram vários filhos, entre eles, Jápeto, que foi pai de Prometeu. O titã morava no Olimpo com os deuses e vivia aprontando. A mais brincadeira mais séria foi criar o ser humano do sexo masculino e colocar nele a alma, uma centelha do fogo divino. Prometeu cedeu também o fogo material e, com ele, benefícios como forjar armas, ferramentas e cozinhar alimentos. Até então, o fogo era exclusivo das divindades e os homens puderam usá-lo oferecendo sacrifícios em troca. Na primeira oferenda, Prometeu escondeu a carne de um animal sacrificado, deixando para o primo Zeus os ossos e a gordura. Ao descobrir o engano, o Senhor do Olimpo privou os homens do fogo.


Prometeu então roubou uma brasa da forja de Hefestos, o deus ferreiro, e entregou novamente o fogo aos homens. Zeus resolveu se vingar. Para os homens enviou a primeira mulher, Pandora, fabricada por Hefestos. Ela era perfeita como as deusas, e todas as divindades lhe concederam dons especiais, como a beleza de Afrodite. Pandora seduziu Epimeteu, o irmão menos esperto de Prometeu que, ao contrário do que aconselhou o irmão, casou com ela.

Pandora trouxe uma caixinha de presente para o marido. Movida pela curiosidade, abriu-a, e dela saíram os males que têm perturbado os homens, como as doenças e a necessidade de trabalhar para sobreviver. Quando a fechou, deixou presa a Esperança. O ato de Pandora provocou a perda do paraíso, assim como o ato da Eva cristã ao comer o fruto proibido. Em ambos os casos, a mulher se identifica com o mal, mas Pandora não estava proibida de abrir a caixa, tudo o que aconteceu foi um plano de Zeus para derrotar os homens. Todos os seus atributos, como a curiosidade, foram intencionalmente outorgados pelos deuses. Outra diferença entre as duas é que Eva comeu o fruto sabendo que era proibido e, enquanto Pandora pretendia trazer o mal aos humanos, Eva foi feita para ser companheira do homem.

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Solange Firmino


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Imagens: Pandora (de Lefebvre) e Prometeu (de Jean-Louis-Cesar)

sábado, setembro 20, 2008

A tragédia de Cassandra, princesa de Tróia


Antes de Páris, filho mais novo de Príamo, rei de Tróia, nascer, a rainha Hécuba sonhou que seu filho seria uma tocha que incendiaria a cidade. Os adivinhos aconselharam Hécuba a matar a criança, mas o casal real resolveu deixá-la longe do reino após o nascimento. O servo encarregado da tarefa recolheu o menino e o criou sem ninguém saber. Anos depois, Páris era pastor e protetor de rebanhos no Monte Ida. Um dia, participou de disputas atléticas em Tróia e foi reconhecido pela irmã Cassandra. Imediatamente foi aceito pelos pais.

Durante as núpcias de Peleu e Tétis, quando se deu o impasse provocado pela deusa Éris, Zeus indicou Páris como juiz da disputa. Hermes conduziu as três deusas até o local onde o rapaz pastoreava os rebanhos e cada uma delas prometeu presentes especiais para tê-lo a seu favor. Hera prometeu o domínio da Ásia; Atena, sabedoria; Afrodite, o amor da mulher mais bela do mundo, Helena, já casada com Menelau. Páris decidiu a favor de Afrodite, selando o destino dele, de sua família e toda a cidade de Tróia.

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Solange Firmino


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Imagem: Cassandra segura a estátua de Atena enquanto Ájax a agarra.

sábado, setembro 06, 2008

O deus da guerra e a fundação de Roma



Considerado o deus da guerra, Ares era filho de Hera e Zeus, mas não era muito popular entre deuses e humanos, pois personificava a natureza brutal da guerra e era agressivo e sanguinário. Suas características contrastavam com as dos outros deuses, há poucos santuários e relatos sobre ele. Os atenienses consagraram-lhe o rochedo próximo à Acrópole chamado Areópago, porque nesse monte foi instalado um tribunal para julgá-lo por ter matado um filho de Poseidon. O mesmo lugar depois serviu de cenário a vários tribunais humanos.


Ares não se importava com a causa de uma guerra, mas pelo combate em si, diferente da irmã Atena. Embora tivesse nascido armada e pronta para a batalha, a guerra patrocinada por Atena era motivada por um ideal honroso, feita com inteligência e utilizada como último recurso. A deusa era estrategista e lutava do lado de quem estivesse com a razão. Ares e Atena não se gostavam e viviam em confronto. Ela sempre ganhava. Pela sua crueldade, muitos contaram que Ares provinha dos trácios, que os gregos consideravam desprezíveis e bárbaros. Ares estava sempre acompanhado pelo Medo, Terror e Discórdia, personificados por seus filhos Fobos, Deimos e Éris.

Entre os olímpicos, a única que o amou foi a deusa do amor, Afrodite, casada com o artífice Hefestos. Quando o marido saía, Afrodite e o amante se encontravam. Um rapaz tomava conta e os avisava antes que Hélio, o deus-Sol que tudo via, se aproximasse. Uma vez o rapaz dormiu e não viu Hélio surpreender os amantes. Para se vingar, Hefestos preparou uma rede indestrutível com a qual prendeu Ares e Afrodite. Hefestos chamou todos os deuses para testemunharem o adultério. Quando ficaram livres, Ares retornou à Trácia e Afrodite foi para a Ásia Menor.

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Solange Firmino


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Imagem: Ares e Adrofite de Paolo Veronese.



terça-feira, agosto 19, 2008

Zeus e as lutas pelo domínio do Universo

Zeus era o mais importante dos deuses gregos. Ele mantinha a ordem e a justiça do mundo e dominava o Céu e fenômenos atmosféricos como chuvas, relâmpagos e raios. A ascensão de Zeus ao poder foi conquistada pelas vitórias em diversas lutas. A primeira delas foi contra seu pai Crono, que devorava os filhos assim que nasciam para se livrar da maldição de Gaia e evitar que um dos filhos tomasse seu trono, como ele havia feito com o pai Urano.

Quando o terceiro filho estava para nascer, Réia, auxiliada por Gaia, escapou da vigilância de Crono e deu à luz Zeus. Deixou-o sob os cuidados das ninfas em Creta e, para enganar o marido, entregou pedra envolta em panos, que Crono prontamente engoliu. Ao perceber o engano, procurou o filho por todos os lugares. Zeus estava bem guardado pelas ninfas e Curetes (gênios da natureza), que dançavam ao redor de seu berço, batendo lanças, escudos e soltando gritos para abafar seu choro.

Quando adulto, Zeus procurou Métis, a Prudência, e recebeu uma poção mágica com a qual fez Crono vomitar os filhos engolidos. Zeus e os irmãos lutaram anos contra o pai na titanomaquia. Para ajudá-los, libertou os Ciclopes, gigantes de um olho só, e os Hecatonquiros, gigantes de cem braços, que seu pai mantivera presos no Tártaro. Venceram Crono, que foi condenado a viver na terra. Na divisão do universo, Poseidon herdou o reino do mar; Hades o reino subterrâneo; e Zeus ficou com o Céu e domínio do mundo. Os Ciclopes deram a Zeus o raio e o trovão; para Hades, o capacete que o tornava invisível; para Poseidon, o tridente que abalava o céu e o mar.

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Solange Firmino


Texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.


Imagem: Zeus derruba um Titã.


quarta-feira, agosto 06, 2008

Deméter e os Mistérios de Elêusis


Várias cerimônias religiosas em que se cultuavam os deuses eram realizadas na Grécia Antiga. Os Mistérios de Elêusis estavam ente as mais importantes cerimônias e cultuavam Perséfone e Deméter, respectivamente Prosérpina e Ceres para os romanos. Deméter era filha dos titãs Crono e Réia. Divindade da terra cultivada, diferente de Gaia, elemento cosmogônico, Deméter era a mãe do grão, a deusa da agricultura, principalmente do trigo, considerado o mais precioso dos cereais.
Deméter teve a filha Perséfone com Zeus. A jovem era conhecida como Core, a donzela. Core crescia tranquila entre as ninfas e em companhia de Ártemis e Atena , quando foi raptada pelo tio Hades, com o auxílio do próprio Zeus. Enquanto colhia flores, Zeus colocou um narciso na beira de um abismo para atraí-la. Ao se aproximar da flor, Hades apareceu e a levou para o mundo ctônio. Os sofrimentos pelos quais Deméter passou após o sumiço da filha foram relatados no Hino Homérico a Deméter, composto no final do século VII a.C.
Deméter procurou a filha no mundo inteiro durante nove dias e nove noites, sem comer, beber ou se banhar. No décimo dia encontrou Hécate, associada ao mundo das sombras. A deusa ouviu o grito, mas não reconheceu o raptor, escondido nas sombras da noite. Hélio, o Sol que tudo via, contou a verdade. Irritada com Hades e Zeus, a deusa decidiu não retornar ao Olimpo e permaneceu na terra, abdicando de suas funções.
Solange Firmino


Texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.
Imagem: Deméter, Perséfone e Triptólemo


segunda-feira, julho 21, 2008

Trégua para os Jogos


Historicamente localizamos os primeiros Jogos Olímpicos no ano de 776 a.C., alguns estudiosos dizem que eles já eram realizados no século IX a.C.. Uma das teorias míticas sobre o surgimento dos Jogos considera sua origem nas competições fúnebres em honra a Pélops, outra conta que o jovem Zeus foi hospedado por Crono e resolveu disputar o trono. Zeus derrotou o deus do tempo e instituiu os Jogos para comemorar.

Na Ilíada de Homero há menções a jogos fúnebres organizados durante a Guerra de Tróia pelo herói Aquiles em memória ao amigo Pátroclo, morto por Heitor. Na Eneida há relato de jogos em honra Anquises, pai do herói romano Enéias. Nos jogos fúnebres aconteciam disputas, costume que provavelmente evoluiu até resultar nos Jogos Olímpicos.

Além das competições em Olímpia, havia outras realizadas em cidades diferentes, e homenageando outros deuses Os Jogos Ístmicos honravam Poseidon no santuário de Corinto. Os Jogos Nemeus eram realizados em honra de Zeus em Neméia. Os Jogos Píticos celebravam Apolo no santuário de Delfos e aconteciam a cada quatro anos, nos intervalos das Olimpíadas. Além das competições esportivas, esses jogos se diferenciavam pelas competições artísticas. A lenda diz que foram instituídos pelo próprio Apolo para comemorar a vitória sobre a serpente Píton, antes de assumir o controle do Oráculo .

Solange Firmino


Texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.

Álbum pessoal com 33 fotos do Santuário de Zeus em Olímpia.

Imagem: Corredor em Olímpia, por onde os atletas entravam no estádio. Por Solange Firmino.

sábado, julho 05, 2008

O belo Adônis


Adônis aparece desde a Antigüidade relacionado a mitos vegetais e agrícolas e como modelo de beleza masculina. Em uma das lendas sobre sua origem, era filho da relação incestuosa entre Mirra e o pai Cíniras, rei de Chipre. Outra lenda diz que era filho de Smirna (Mirra) e Téias, rei da Assíria. Em todas elas, a rainha teria ofendido Afrodite, a bela deusa do amor, ao dizer que a filha era mais bonita do que a deusa.

De acordo com o castigo ditado pela deusa, Mirra desejou o pai e, com a ajuda de uma criada, uniu-se a ele por doze noites seguidas. Na última noite o rei percebeu o acontecido e perseguiu a filha. A jovem buscou refúgio na floresta e Afrodite, compadecida com seu sofrimento, metamorfoseou-a na árvore de mirra. Meses depois a casca da mirra inchou e se abriu, nascendo Adônis, ou o próprio rei abriu a casca da árvore para retirar o filho e neto. Outra lenda diz que um javali despedaçou a árvore com os dentes para fazer nascer a criança.

Encantada com a beleza de Adônis, Afrodite o entregou a Perséfone, esposa de Hades, para que o criasse. Igualmente encantada, Perséfone se recusou a devolvê-lo. A disputa entre as duas deusas foi arbitrada por Zeus: Adônis passaria um terço do ano com Perséfone, outro com Afrodite, e o restante dos meses poderia passar onde quisesse. E Adônis passava esse tempo sempre com Afrodite.

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Solange Firmino

Texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.


Imagem: Vênus e Adônis, Sidney Meteyard.