segunda-feira, agosto 08, 2022

Meu filho Chefe é Escotista!

 


O Movimento Escoteiro foi fundado em 1907 por Robert Baden-Powell, na Inglaterra, que aproveitou os elementos de iniciativa, coragem e autodisciplina da sua vida militar para criar um movimento educacional de jovens.

Ele escreveu, em 1899, um livro chamado “Ajudas à Exploração Militar” com  informações sobre exploração e técnicas que se referiam à vida em campo. O sucesso foi tanto que os jovens ingleses usaram para se divertir e viver novas aventuras.

Baden-Powell o adaptou para as escolas britânicas. Reunindo experiências e atividades ao ar livre, criou um estilo de vida que passou a ser utilizado na formação dos jovens: o ESCOTISMO.

No primeiro acampamento, ele aplicou ensinamentos sobre vida em equipe e ao ar livre, fogueiras, jogos, rastreamento, observação e dedução, técnicas de primeiros socorros, alimentação e boas ações. Ele pensou na diversidade de práticas para que os jovens voltassem para casa mais independentes e com novas habilidades.

Fundou sem querer o maior movimento educacional de jovens do planeta. A busca pelos manuais foi tão grande que ocasionou o surgimento de Tropas Escoteiras por toda parte.

O voluntário adulto escotista (que atua diretamente com os jovens) ou dirigente (trabalha na gestão do grupo), é o elo entre teoria e prática, e que incentiva e acompanha o desenvolvimento de cada jovem, quem prepara as atividades de forma que os escoteiros se sintam desafiados.

Esse é agora o trabalho do MEU FILHO.

De hoje a um mês ele fará 19 anos. Estou muito feliz que desde criança ele queira ter sido escoteiro. Agradeço aos seus chefes anteriores Guzmán, Natanael e Vlasman - e a todos do 30°Grupo Escoteiro Do Ar São Miguel que continuam ajudando a contribuir para a promoção do Movimento Escoteiro.

📸 Arganel de chefe

Parabéns meu filho, pela sua conquista! ⚜


sábado, agosto 06, 2022

Primavera

 


É preciso transgredir a distração da flor em gestação,
tocá-la infinitamente,
sorver-lhe o perfume,
soprar a gota de orvalho pousada em cada cor,
inventar um arco-íris
pelas arestas do vento,
abrir caminhos para a primavera.

A sombra se faz luz,
o inverno se desfolha.
Como se existisse um tempo das estações,
a primavera dá sinais,
despida das névoas,
como se fosse a primeira vez.

Solange Firmino


FOTO: Hoje notei essas flores no meu jardim. 

* Minha postagem de primavera veio mais de um mês antes esse ano. 
Sei que ainda temos metade do inverno pela frente, mas está cada vez mais quente aqui no Rio de Janeiro e os ipês já estão escassos.

segunda-feira, agosto 01, 2022

Cartografia

 


Percorri paisagens e sensações
contemplei lugares vazios e escuros
encontrei seres solitários
delirei nas noites de temporal
em silêncio respeitoso

um dia amanheceu e percorri o mar
inaugurei a silhueta de uma árvore
e vi que sua sombra era boa

Sol Firmino


* Fotos tiradas por mim na Marina da Glória – Rio de Janeiro.


sábado, julho 30, 2022

Ipê-rosa

 


Ando devagar
no burburinho do Aterro
ipê-rosa em flor

Solange Firmino

📸 Fotos por mim no Aterro do Flamengo em 28/07/2022.



sábado, julho 23, 2022

Ode ao Rio de Janeiro, Pablo Neruda




Rio de Janeiro, a água

é a tua bandeira,

agita as suas cores,

sopra e soa no vento,

cidade,

náiade negra,

de claridade sem fim,

de fervente sombra,

de pedra com espuma

é o teu tecido,

o lúcido balanço

da tua rede marinha,

o azul movimento

dos teus pés arenosos,

o aceso ramo

dos teus olhos.

Rio, Rio de Janeiro,

os gigantes

salpicaram a tua estátua

com pontos de pimenta,

deixaram

na tua boca

lombos do mar, nadadeiras

perturbadoramente indolentes,

promontórios

da fertilidade, tetas da água,

declives de granito,

lábios de ouro,

e entre a pedra quebrada

o sol marinho

iluminando

espumas estreladas.


Trecho de "Ode ao Rio de Janeiro", escrito em 1956 por Pablo Neruda.

Botafogo Praia Shopping 23.07.2022

domingo, julho 17, 2022

Árvore cortada

Resistência

Escreveremos nossos nomes
com as mãos brutas
todos os dias
até que vençamos

lembraremos das árvores cortadas
mas a vergonha de seus troncos nus
quem sentirá?

Solange Firmino


 
* Primeira foto, na ida, às 17h15, quase em frente ao prédio onde morei. 



Segunda foto, na volta, às 19h20, a árvore estava sendo cortada.

 


domingo, julho 10, 2022

Casa de conchas - Lília Tavares

 


Das conchas tão pouco sei: redondas,
quebradas, esvaziadas dão-se ao areal.
Das árvores conheço intensamente
a dor profunda das manhãs.
Dos homens creio tudo ignorar, poemas
incertos com que se teceram as paixões.
Cubro com fumo espesso a velada ternura
da madrugada. A luz aclarada da janela
já aluou os meus olhos há muito.
Num rasgo rubro do poente há-de chegar aquele
que aguarda sereno o meu apelo etéreo.

Lília Tavares

In: Casa de conchas. Modocromia, 2022, p. 69.

Para assistir no YouTube: LINK









Obs.: As conchas das fotos são da minha coleção.

quinta-feira, julho 07, 2022

Haicai

 


Copas não se tocam
na tarde quente de inverno 
bordado no céu 

Solange Firmino 


Foto por mim - Rua do Catete, Rio de Janeiro - 07/07/2022.


quarta-feira, julho 06, 2022

Nascimento de Frida Kahlo - 06/07/1907

 Em 06 de julho de 1907 nasceu Frida Kahlo, a pintora mexicana que retratava em seus quadros as tragédias da sua vida.


 


Museu Frida Khalo, também conhecido como "Casa Azul", no distrito de Coyoacán.

Outras fotos nos arredores de Coyoacán, Cidade do México:










domingo, junho 26, 2022

Refém

 


Não temi o encontro com o tempo 
encarei o silêncio dramático do mundo 
aceitei romper com as tardes enfadonhas 
em tudo o que se repete

os prenúncios me rondam todos os dias 
tentei não perder a delicadeza
mesmo no silêncio agonizante 
dos dias cansados 
um após o outro

Solange Firmino


*Fotografia: Selfie em 25.06.2022

* Poema em homenagem ao livro 
da amiga Graça Pires - "Jogo sensual no chão do peito". 
Fafe: Labirinto, 2020.

domingo, junho 19, 2022

Inverno

 


O vento do outono
abraça a nova estação,
que chega com sua
ordem de recolhimento.

Como em um rito,
novos rumos se fazem
no casulo dos dias
à espera dos ciclos
das estações.

No rastro das névoas,
os sonhos não nascidos
escondem-se.
A vida lateja no
cortejo de ideias submersas.

Palavras extremas
aguardam o movimento
de fuga no vento,
ninho das ideias.

Há um poema intacto
no caminho do tempo
que aguarda o inverno,
mas só renascerei
na primavera.

Solange Firmino


* Fotografia por mim em 18/06/2022, no Museu da República. 
Céu alguns segundos antes de chover.


sexta-feira, junho 17, 2022

Fuga

 


Trago dentro de mim
ondas que se quebram
em um mar intranquilo.
Dispo-me,
semente e parto.
Lúcida,
como quem adia o voo.

Não quero ir ao sabor do vento,
adquiro um astrolábio
e parto em busca dos outonos
do mundo.
Não é tempo de morrer.
Protege minha fuga.

Solange Firmino


* Em meados de junho, os raios do sol entram atrás da porta do meu quarto. Então sei que o inverno está próximo.


sábado, junho 11, 2022

Dia dos namorados - Haicai

 



Só apaixonados 

no dia dos namorados 

veem o coração 

♥️
Solange Firmino 


📸 Foto tirada por mim. 

domingo, maio 29, 2022

Do dever

 



O fardo da montanha é quase tocar o céu

o fardo da nuvem é durar pouco

mesmo quando acaba a chuva

 

certos encargos são estranhos

pois o fardo da caverna é não conter vento

e o fardo do vento é ser abafado

em espaços muitas vezes minúsculos

 

o fardo humano é um tormento

pois não sabe se busca por Deus

ou se Deus o habita



Solange Firmino

 

 

*Foto por mim em 24/05/2022


segunda-feira, maio 23, 2022

quarta-feira, maio 18, 2022

Novo princípio

 



I

 

Aurora

 

Todos aguardamos o novo recomeço

sua mão na minha

novos abraços

_laços

outros sonhos

_amores

novos tempos

 

II

 

Crepúsculo

 

O tempo suspenso

saberá que o matamos?


Solange Firmino

 


No livro “Quando a dor acabar”


 Foto por mim em 14/05/2022.



terça-feira, maio 03, 2022

Sobre as janelas da tarde [Para Manoel de Barros]



A noite não me diminui


mas eu também ando cheia de vazios

e com os ombros tombados


nós estamos à própria sorte

e nem sabemos o que fazer

para virar poesia!


soldados, mulheres e crianças

alguns ainda rezam

professam esperanças


queria mesmo ver um incêndio de flores

na alma de um bicho

afundar um rio com os pés

escutar a cor dos peixes

perceber como é a grandeza de um som azul

ver nascer a palavra na boca de uma criança


ah! e saber da solidão dos caracóis

e conhecer pelo menos um pouco sobre os rios

os fados morrem todos os dias

nas flores amarelas

e nas outras também



Solange Firmino




*** No livro “Quando a dor acabar”




Imagem: Bonina do meu jardim.



sexta-feira, abril 22, 2022

Revelação


 


Desencontrei-me nos dias descompassados

perdi pelas rotas justo a parte que era todo mundo

 

minha parte multidão procura palavras férteis

que me façam existir novamente

mas pondera ou delira no autorretrato

e se assusta com o fantasma sem linguagem

com uma voz que não está

nem aqui nem lá

 

também tenho outra parte em busca incessante

de cada sílaba imperecível que possa me nomear

 

uma parte que sabe que não há arte

que traduza a vida

 

Solange Firmino

 

 

* No livro “Quando a dor acabar” – Quem quiser adquirir, ainda tenho exemplares!

 


segunda-feira, abril 04, 2022

Vastidão

 


Aninho-me no que sou

disperso-me onde não me caibo

só para não perder a passagem

há quem prefira tombar o peso à beira do abismo

hastear o corpo sem princípio de eternidade

não olhar para o céu quando as harpias dormem

 

assim são os homens desse tempo

pessoas de máscaras que se escondem

atrás de suas ideologias

 

eu escolho verter multidões pelo caminho

meu lugar é impreciso

no horizonte que me devora

mergulho inteira no nome que me salva

mas eu sei que as harpias nunca dormem

 

Solange Firmino

 

 

No livro  “Quando a dor acabar” 

*Quem quiser, ainda tenho exemplares!


Imagem: Detalhe de vaso grego: Harpias e o adivinho Fineu.

sexta-feira, abril 01, 2022

Dia Internacional do Livro Infantil

 


📚 Em 02 de abril é comemorado o dia Internacional da Literatura Infantil.

🏆 Como alguns sabem, em 2021 ganhei um dos prêmios de
Literatura Infantil na Biblioteca Pública do Paraná com um livro de haicais.

📲🖥 Vocês podem ler ou fazer o download do livro gratuitamente no link abaixo, ou clicar na capa do livro à direita.




Folhagem balança
criançada curiosa
o salto do grilo

    [Solange Firmino]