O poema Sépia não é novo aqui, mas o poeta Fábio Pessanha, que escreveu a orelha do do meu livro 'Quando a dor acabar', postou um vídeo da leitura do poema.
Fábio Pessanha, além de várias coisas, é doutor em teoria literária, mestre em Poética, escreveu 'A forma fugaz das mãos' e assina a coluna “palavra: alucinógeno”, na Revista Vício Velho.
SÉPIA
Nos traços do dia
a palavra fora ou dentro
é impermanente
aguçada como a incandescência da luz
faz um silêncio tão grande
quanto as mãos no copo vazio
ardem na tarde ocasional
as cinzas e seu sopro vistos
através da claridade
na brisa transparente
do rio que vai arranhar o mar
Solange Firmino
Um comentário:
Gostei imenso de ouvir o Fábio Pessanha a dizer o teu belíssimo poema "Sépia". Parabéns.
Um beijo, minha Amiga Solange.
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