Aqui estão os inícios dos textos da coluna "Mito em Contexto", escritos por mais de 6 anos para o site Blocos online. Também estão alguns poemas dos 7 livros escritos por mim. E também alguns ensaios, haicais e outros textos.
domingo, abril 27, 2014
sexta-feira, março 21, 2014
Outono
(...) Se
aprendermos com os ritmos da natureza, saberemos que não haverá morte,
pelo menos não a morte física. Se há um recolhimento, é para a renovação
e preparação da nova vida.
Quando chegar o outono,
quero as folhas
que enfeitam o chão,
húmus vegetal,
começo de árvore
em outra estação.
[Solange Firmino, trecho do poema "Sabedoria vegetal"]
Solange Firmino
Quando chegar o outono,
quero as folhas
que enfeitam o chão,
húmus vegetal,
começo de árvore
em outra estação.
[Solange Firmino, trecho do poema "Sabedoria vegetal"]
Solange Firmino
Texto publicado na temática Outono em Blocos online, e Garganta da Serpente.Leia o texto integral aqui.
sexta-feira, fevereiro 14, 2014
Manoel de Barros
![]() |
| Pedras do Ingá, Campina Grande |
XLV
Fui convidado pelas aves para ser árvore.
Eu sofro preferência para pedras.
(In: Concerto a céu aberto para solos de ave -
Caderno de Apontamento
Fui convidado pelas aves para ser árvore.
Eu sofro preferência para pedras.
(In: Concerto a céu aberto para solos de ave -
Caderno de Apontamento
Girassóis
![]() |
| Buquê que ganhei da irmã Selma em 05/02/14 |
Tenho
aprendido muito com o jardim. Os girassóis, por exemplo, que vistos
assim de fora parecem flores simples. fáceis, até um pouco bruta.
Pois
não são não. Girassol leva tempo se preparando, cresce devagar
enfrentando mil inimigos, formigas vorazes, caracóis do mal, ventos
destruidores. Depois de meses, um dia, pá! Lá está o botãozinho todo
catita, parece que já vai abrir.
Mas leva tempo, ele também, se produzindo. Eu cuidava, cuidava e nada.
Porque tem outra coisa: girassol quando abre flor, geralmente despenca. O
talo é frágil demais para a própria flor, compreende? Então, como se
não suportasse a beleza que ele mesmo engendrou, cai por terra, exausto
da própria criação esplêndida. Pois conheço poucas coisas mais
esplêndidas, o adjetivo é esse, do que um girassol aberto.
Girassol dura pouco, uns três dias.
[Caio Fernando Abreu]
segunda-feira, janeiro 20, 2014
sábado, janeiro 18, 2014
Viagem Sentimental a Santa Maria Madalena
Por Lena Jeusus Ponte:
Se você desejar fazer uma viagem sentimental à pequena cidade de Santa Maria Madalena (interior do Estado do Rio de Janeiro), entre em http://lenajesus.ponte.nom.br/madalena/apresentacao.htm
Embarque em cada um dos links (as estações pelas quais passa a maria-fumaça do tempo); visite as biografias de cada um dos colaboradores e as propostas de atividades...
Passeie, enfim, pelos sentimentos e sensações que essa cidade despertou em mim. Ali estão, registradas em haicais, histórias de muitos afetos. A quem fizer essa visita, desejo boa viagem!
quinta-feira, janeiro 16, 2014
quarta-feira, janeiro 01, 2014
segunda-feira, outubro 21, 2013
A eterna juventude das ninfas
![]() |
| Botticelli |
No texto O Inverno e a renovação necessária”
há uma introdução sobre a associação do mito de Deméter e Perséfone com
as estações do ano. Essas deusas representavam a transformação da
natureza e seu surgimento cíclico.
No texto “
Outros mitos também se relacionam com
as estações do ano. Falando especialmente da primavera, muitas das suas
representações estão associadas às ninfas.
As ninfas eram cultuadas
como divindades, mas não eram imortais, nem moravam no Olimpo com os
deuses. Elas habitavam na natureza, em todas as suas manifestações, como
grutas, árvores, mares, lagos, bosques, montanhas, e recebiam
denominações de acordo com a origem ou o local em que ficavam.
(...)
Solange Firmino
Leia o texto na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.
sexta-feira, junho 21, 2013
O Inverno e a renovação necessária
![]() | |
| Praça Paris - Rio de Janeiro - Foto tirada por mim. |
"As energias da natureza estão voltadas para dentro, pulsando, armazenando força para a renovação, esperando o momento certo de florescer, nos ensinando que existe o momento de reflexão sobre nosso interior também, podemos digerir idéias antigas e plantar ideias novas..."
Leia o texto integral aqui:
http://www.blocosonline.com.
sexta-feira, dezembro 21, 2012
O engano de Fauno
Egipãs, Silenos e Sátiros eram divindades agrícolas que habitavam bosques e montanhas e
protegiam homens e animais que viviam em contato com a natureza. Eles
participavam do cortejo do deus Dioniso e amavam os bosques, as ninfas e o vinho. Entre os romanos, a figura dos Sátiros estava associada
a Fauno. Na Grécia, Pã,
filho de Hermes,
é a matriz do romano Fauno. Esse importante deus associado à
fecundidade também era conhecido sob o nome de Luperco.
Fauno era venerado num templo construído sobre o
monte Palatino, onde se realizavam as Lupercálias, principais festas em
sua homenagem. Os sacerdotes de Fauno vestiam-se com pele de cabra ou
simplesmente nus, pois o deus proibiu vestimentas em sua presença desde
que confundira Hércules e Ônfale. Hércules passava um tempo com a rainha Ônfale,
realizando trabalhos a fim de se purificar da morte de Ífito. Terminados
os trabalhos, que consistiam em limpar o reino da Lídia de monstros e
malfeitores, Hércules dedicou seu tempo ao ócio. A apaixonada rainha se
divertia usando as vestes do herói, enquanto ele usava as roupas dela e
tecia com as servas.
Solange Firmino
Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui.
domingo, dezembro 16, 2012
Meu poema na Exposição Arte sobre Arte - Gravataí
Palavras.
Imagens.
Ambas se fazem muito presentes em nossas vidas atualmente. Combinadas, palavras e imagens compõem os noticiários, estampam jornais e nos permitem acessar tudo o que acontece no mundo. Ocupando a função informativa e documental, porém, palavras e imagens tornam-se invisíveis, convertem-se em fatos. A proposta de Arte sobre Arte é reconhecer nas palavras e imagens a sua função poética. A exposição é composta por dezesseis poemas, de diferentes autores e dezesseis ilustrações correspondentes, criadas pela desenhista e ilustradora Shellen L. Pinto. Aqui, palavras e imagens se complementam, não mais no intuito de refletir os acontecimentos gerais do mundo, mas para permitir-nos conhecer realidades particulares, outras possibilidades, outras vidas. Poesia ilustrada, ilustração narrada. Arte sobre arte. O desenho ilumina as palavras. A imagem se revela em poesia. E nós somos levados a perceber que nem sempre palavras são fact
uais, nem sempre imagens são reflexos do real. Às vezes elas são conjugadas num exercício criativo capaz de instigar nossa imaginação.
Texto de Paula Luersen
sábado, dezembro 15, 2012
Enéias e Dido
Desde os Poemas Homéricos, Enéias surge como um herói protegido pelos deuses, que reservaram para ele o grandioso futuro da raça troiana. O poema épico Eneida, do poeta romano Virgílio, narra o mito da fundação de Roma, cuja origem é centrada no filho da deusa Afrodite com o mortal Anquises. Enéias era casado com a filha de Príamo, rei de Troia, e se destacou como um guerreiro na Guerra contra os gregos.
(...)
Solange Firmino
Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui.
domingo, outubro 21, 2012
Os filhos de Afrodite
“...Da tocaia o filho
alcançou com a mão
esquerda, com a destra pegou a prodigiosa foice
longa e dentada. E do pai o pênis
ceifou com ímpeto e lançou-o a esmo
para trás. Mas nada inerte escapou da mão:
quantos salpicos respingaram sanguíneos
a todos recebeu-os a Terra; com o girar do ano
gerou as Erínias duras, os grandes Gigantes
rútilos nas armas, com longas lanças nas mãos,
e Ninfas chamadas Freixos sobre a terra infinita.
O pênis, tão logo cortando-o com o aço
atirou do continente no undoso mar,
aí muito boiou na planície, ao redor branca
espuma da imortal carne ejaculava-se, dela
uma virgem criou-se. Primeiro Citera divina
atingiu, depois foi à circunfluída Chipre
e saiu veneranda bela Deusa, ao redor relva
crescia sob esbeltos pés. A ela. Afrodite
Deusa nascida de espuma e bem-coroada Citereia
apelidam homens e Deuses, porque da espuma
criou-se e Citereia porque tocou Citera,
Cípria porque nasceu na undosa Chipre,
e amor-do-pênis porque saiu do pênis à luz.”
(...)
Solange Firmino
Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui.
esquerda, com a destra pegou a prodigiosa foice
longa e dentada. E do pai o pênis
ceifou com ímpeto e lançou-o a esmo
para trás. Mas nada inerte escapou da mão:
quantos salpicos respingaram sanguíneos
a todos recebeu-os a Terra; com o girar do ano
gerou as Erínias duras, os grandes Gigantes
rútilos nas armas, com longas lanças nas mãos,
e Ninfas chamadas Freixos sobre a terra infinita.
O pênis, tão logo cortando-o com o aço
atirou do continente no undoso mar,
aí muito boiou na planície, ao redor branca
espuma da imortal carne ejaculava-se, dela
uma virgem criou-se. Primeiro Citera divina
atingiu, depois foi à circunfluída Chipre
e saiu veneranda bela Deusa, ao redor relva
crescia sob esbeltos pés. A ela. Afrodite
Deusa nascida de espuma e bem-coroada Citereia
apelidam homens e Deuses, porque da espuma
criou-se e Citereia porque tocou Citera,
Cípria porque nasceu na undosa Chipre,
e amor-do-pênis porque saiu do pênis à luz.”
[Teogonia de Hesíodo - estudo e tradução de Jaa
Torrano; trecho do nascimento de Afrodite]
Na Ilíada de Homero, Afrodite era filha de Zeus e Dione. Outro mito de origem da deusa foi mais popular e narrado na Teogonia de Hesíodo. Seu nome significa 'saída da espuma' e, como notamos nos versos acima, o fato se deve ao seu nascimento na espuma das águas, no local onde caíram os genitais cortados de Urano, que, no momento de deitar-se sobre a Terra, foi mutilado por Crono. Após o nascimento, conforme o poema, a deusa fora levada pela espuma das ondas para Citera, depois Chipre, onde as Graças a embelezaram e ungiram.
Na Ilíada de Homero, Afrodite era filha de Zeus e Dione. Outro mito de origem da deusa foi mais popular e narrado na Teogonia de Hesíodo. Seu nome significa 'saída da espuma' e, como notamos nos versos acima, o fato se deve ao seu nascimento na espuma das águas, no local onde caíram os genitais cortados de Urano, que, no momento de deitar-se sobre a Terra, foi mutilado por Crono. Após o nascimento, conforme o poema, a deusa fora levada pela espuma das ondas para Citera, depois Chipre, onde as Graças a embelezaram e ungiram.
Solange Firmino
Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui.
sexta-feira, outubro 12, 2012
Mestres do Tempo
Casulos ensinam a espera na promessa do voo. Sementes, na promessa do fruto.
[Selecionado para "Os 100 melhores poemas do 3º TOC 140"]
domingo, setembro 23, 2012
Aurora
![]() |
| Eos e o filho Mêmnon |
Téia foi a primeira das Titânides e, junto com
Hipérion, foi mãe de Hélio (Sol), Selene (Lua) e Eos, a Aurora personificada.
Aurora abria a porta do Céu para o carro de Hélio, que enchia o mundo de luz. Em princípio,
Aurora se uniu a Ares e provocou ciúme em Afrodite,
que se vingou de Aurora inspirando-lhe um amor eternamente
insatisfeito, tanto por mortais como por heróis.
Aurora amou o filho de Poseidon,
Órion, que foi raptado por ela e levado à ilha de Delos. Como Órion
tentou violentar Ártemis,
esta enviou um escorpião que causou a morte instantânea dele, após uma
picada no calcanhar. Tanto o escorpião como Órion foram transformados em
constelação.
Solange Firmino
Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui.
domingo, agosto 19, 2012
Caronte e a travessia no Hades
Na divisão do reino de Crono,
cada irmão obteve um domínio: Poseidon ficou com o mar, Zeus com o céu e Hades com o mundo subterrâneo, também denominado Hades, a morada final
dos mortos. Segundo alguns mitos, o reino de Hades estava localizado em
um abismo encravado nas entranhas da Terra, sua entrada se situava ao
sul do peloponeso ou em uma caverna na ao sul da Itália. O Hades aparece
em inúmeras lendas, como os doze trabalhos de Hércules,
o rapto de Perséfone e os castigos eternos de transgressores das leis divinas, como Sísifo e Íxion.
Para os que acreditam na sobrevivência do
espírito, o rito fúnebre pode ser uma preparação para outra vida. Os
parentes mais próximos tinham obrigação de sepultar os mortos, pois
acreditavam que a alma penaria por anos seguidos, sem direito a
julgamento. O sepultamento consistia de vários ritos, como colocar o
cadáver numa mortalha com o rosto descoberto, para que a alma pudesse
ver o caminho até a outra vida.
Solange Firmino
Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui.
Imagem: Caronte, de Gustave Doré.
Poemas no Ônibus
A Fundação Municipal de Arte e Cultura (Fundarc) realizou em 13 de agosto a premiação dos vencedores da 9ª edição do concurso
'Poemas no Ônibus'.
São 16 os textos selecionados de 11 autores. Os poemas vencedores serão veiculados na frota municipal da concessionária de transporte coletivo de Gravataí. O certame contou com a participação de 173 poemas, enviados de diversos locais do País.
São 16 os textos selecionados de 11 autores. Os poemas vencedores serão veiculados na frota municipal da concessionária de transporte coletivo de Gravataí. O certame contou com a participação de 173 poemas, enviados de diversos locais do País.
Confira os nomes dos 11 vencedores do concurso
Carlos Bruni Fernandes (São Paulo/ SP);
Eugênio Carlos da Luz Backes (Porto Alegre/ RS);
Juarez Cesar Fontana Miranda (Porto Alegre/ RS);
Reginaldo Costa de Albuquerque (Campo Grande/ MS);
Rodrigo Domit (Rio de Janeiro/ RJ);
Rosana Banharoli (Santo André/ SP);
Sérgio Bernardo (Nova Friburgo/ RJ);
Simone Alves Pedersen (Vinhedo – SP);
Solange Firmino de Souza (Rio de Janeiro/ RJ);
Tatiana Alves Soares Caldas (Rio de Janeiro/ RJ);
Teresa Beatriz Azambuya Cibotari (Gravataí/ RS);
Scan do meu poema:
sexta-feira, julho 20, 2012
Atenas e as Panateneias
Toda cidade do antigo mundo grego tinha seus
próprios mitos e festivais religiosos. Algumas celebrações recebiam
gregos de todas as cidades, como os Jogos Olímpicos, festival realizado a cada quatro anos em honra a Zeus na cidade de Olímpia. Os Jogos Ístmicos honravam Poseidon
no santuário de Corinto. Elêusis celebrava as Eleusínias em
reconhecimento a Deméter.
A sede dos Jogos Píticos, festival atlético em honra a Apolo,
ficava em Delfos, cidade dedicada ao deus, e seu Oráculo era consultado por todas as cidades.
A maioria dos ritos religiosos em honra aos deuses
era realizada em santuários dedicados ao deus ou deusa, cuja estátua
ficava no templo que era o centro do santuário. Atenas era a capital do
mundo grego e sediava o mais famoso templo, dedicado à deusa padroeira
da cidade, Atena Parthenos. O templo foi construído entre 447 a.C. e 438 a.C. pelos
arquitetos Calícrates e Ictino, supervisionados pelo grande escultor
Fídias. O elemento central do templo era uma estátua de Atena de marfim e
ouro, feita por Fídias, que também construiu a estátua de Zeus em
Olímpia.
(...)Solange Firmino
Publicado na coluna Mito em Contexto. Leia o texto integral aqui.
Imagem: Detalhe da procissão em friso do Parthenon.
Assinar:
Postagens (Atom)
















_Chloris_and_Zephyrus_made_Flora.jpg)







