quinta-feira, abril 22, 2010

Gaia, a mãe primordial


Hoje é dia da Terra. Convido vocês a reler um texto que escrevi em 2006.

"São parte de Gaia os oceanos, a atmosfera, a biosfera e todos os elementos que compõem o planeta e fazem dele um grande sistema vivo. Segundo Lovelock, a Mãe Terra regula sua própria estrutura, busca seu próprio equilíbrio, não só cria a atmosfera, como mantém todos os elementos favoráveis à sobrevivência dos filhos, por isso mesmo, com todas as ações que temos feito ao ambiente, ela também pode ficar doente. Se uma parte é afetada, tudo sofre. E nós, com nossas ações, somos responsáveis pelo equilíbrio que afeta o Sistema Gaia."

Leia o texto completo em Blocos online:
"Gaia, a mãe primordial"

sábado, abril 17, 2010

Movimentos

Poema que ganhou menção honrosa no 27º concurso da Associação Cultural e Literária Nikkei Bungaku do Brasil. Clique na imagem para vê-la ampliada:



quarta-feira, abril 07, 2010

Atena e Erictônio

Além da Troia descrita pelo poeta Homero, Atena era cultuada em toda a Grécia e protegia cidades como Argos, Esparta e Larissa. A deusa disputou com Poseidon a proteção à cidade de Atenas; o deus deu um cavalo, mas ela venceu ao dar a oliveira que produzia óleo e alimentos. A cidade levou seu nome e abrigou seu santuário mais famoso, o Partenon, templo erguido no Período Clássico com relevos e esculturas, especialmente uma estátua da deusa em ouro e marfim. A estátua sumiu, mas o templo ainda resiste nas ruínas.

Atena era virgem, palavra que em grego se diz ‘parthénos', daí o nome Partenon, casa da deusa virgem, usado para designar o templo. E assim era Atena, virgem e independente em relação aos namoros e casamentos. Ela não teve filhos, mas chamava a Erictônio seu filho, embora a concepção não tenha sido “natural”. Quando Atena visitou a forja de Hefestos, o deus ferreiro, com o intuito de encomendar armas, ele começou a cortejá-la. Hefestos andava infeliz, pois Afrodite, a bela esposa do deus, o traiu com Ares, deus da guerra.

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Solange Firmino

Leia o texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.

Imagem:Atena, Erictônio e Gaia.

domingo, março 21, 2010

Dia Mundial da Poesia


O dia 21 de março, comemorado em mais de cem países, é a data promulgada pela UNESCO para ser celebrada como Dia Mundial da Poesia.
Relembrando alguns poemas meus:

Meu poema preferido, com o qual ganhei primeiro lugar em 2005. Ele já foi modificado até hoje, mas esta é a versão original: Fluxo.

Alguns dos meus poemas preferidos publicados em Germina Literatura.

Primeiro lugar em Gravatal 2007 - especial pra Leminski: Testamento.

Texto escrito em homenagem à minha primeira paixão, Manuel bandeira: O poeta que aprendeu a morrer.

Alguns poemas meus sob os olhos de Carlos Machado no Poesia.Net.

Meu blog em homenagem ao maior poeta vivo do Brasil: Manoel de Barros.

Viva a Poesia!

Imagem: Erato, Musa da Poesia Lírica.

sábado, março 20, 2010

Plêiades, as sete filhas de Atlas


Atlas era filho do titã Jápeto com Ásia. Ele se uniu à oceânide Plêione e teve com ela sete filhas conhecidas como Plêiades: Maia, Electra, Taígeta, Alcíone, Celene, Astérope e Mérope. As irmãs também eram conhecidas como Atlântidas e fizeram parte do cortejo da deusa Ártemis. Todas as Plêiades, com exceção de Mérope, uniram-se a deuses e geraram descendentes.

Com Zeus, Maia gerou Hermes; Taígeta gerou Lacedêmon e Electra gerou Dárdano, o fundador da casa real de Tróia. Com Poseidon, Alcíone gerou Irieu, ancestral da casa real de Tebas, e Celene gerou Lico e Eurípilo. Com Ares, Estérope teve Enômao, pai de Hipodamia. Mérope gerou Glauco com Sísifo, o mortal que enganou a Morte duas vezes e foi condenado no Hades a empurrar eternamente, ladeira acima, uma pedra que rolava de novo ao atingir o topo da colina.

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Solange Firmino

Leia o texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.

Imagem: Plêiades, de Elihu Vedder, 1885.


domingo, março 07, 2010

Tânatos e Sísifo


O deus Hades reinava sobre os mortos no mundo inferior, mas era Tânatos a personificação da morte. Tânatos era filho de Nix, a noite acima da Terra. A escuridão profunda do momento da criação era o Érebo. Quando a Terra estava coberta pela obscuridade que a cobria, Nix e Érebo se uniram e houve a Luz que “clareou” o Universo. Nix gerou Tânatos, Moiras, Nêmesis, Hipno e outros. Algumas vezes Tânatos aparece como irmão gêmeo de Hipno, considerado deus do sono.

Na iconografia antiga, muitas vezes Tânatos era representado com forma alada. Diziam que tinha o coração de ferro e entranhas de bronze. Para os romanos, a morte era uma deusa chamada Mors. Tânatos tem em sua significação grega os verbos dissipar e extinguir. Nesse caso, acreditava-se que morrer significava ocultar-se, pois o morto tornava-se “eídolon”, um corpo insubstancial.

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Solange Firmino

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Imagem: Hipnos e Tânatos, de W. Waterhouse.

sábado, março 06, 2010

Pedra do Ingá e Pedra de Santo Antônio

Quem vai a João Pessoa deveria ir rapidinho em Campina Grande, fica a pouco mais de uma hora! Além do clima maravilhoso, tem lugares belíssimos pra visitar. Eis minhas sugestões, entre João Pessoa e Campina Grande: Pedra do Ingá e Pedra de Santo de Antônio.

A Pedra do Ingá fica na serra da Borborema, interior da Paraíba. Trata-se de um conjunto rupestre com caracteres ainda não decifrados. Alguns estudiosos acham até que são de origem extraterrestre. A pedra fica no leito do rio Ingá e é um sítio de fácil acesso, mas está largado à própria sorte, apenas uma corda em volta, sem qualquer cuidado ou vigilância.

A Pedra de Santo Antônio fica no município de Fagundes, na Serra do Bodopitá, interior da Paraíba.

O lugar atrai, além dos aventureiros, milhares de fiéis ao santo casamenteiro. Segundo a tradição local, quem passar debaixo da pedra terá casamento na certa. Na dúvida, eu não passei, mas fiz pose, claro!


Meu filho passou por baixo da pedra, mas acho que aos 6 anos não conta, não é?


Vista do açude em Fagundes a partir da Pedra de Santo Antônio:


No caminho, paisagens belíssimas da região serrana.

Em Campina Grande, entardecer maravilhoso no Açude Velho:



sábado, fevereiro 27, 2010

Hércules e a Hidra de Lerna


Héracles, mais conhecido pelo nome romano Hércules, foi um herói que matou muitos monstros. Era filho da mortal Alcmena com Zeus. Hera, a esposa ciumenta do deus, provocou uma loucura temporária em Hércules, que matou a esposa e os filhos. Quando lúcido, o herói foi aconselhado pelo Oráculo de Delfos a servir o primo Euristeu. O rei, simpatizante de Hera, impôs perigosos trabalhos, os quais Hera fez questão de tentar atrapalhar.

A primeira tarefa de Hércules foi matar um feroz leão que devastava a região de Neméia, atacando rebanhos e seres humanos. O Leão de Neméia era filho de Équidna, monstro com corpo de mulher e cauda de serpente que vivia nas profundezas. O herói esfolou o leão e retirou sua pele invulnerável, que passou a ser sua marca registrada nos ombros. Com a cabeça do monstro fez uma espécie de capacete.

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Solange Firmino

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Imagem: Hércules e Hidra, cópia romana de original grego atribuído a Lisipo.


sábado, fevereiro 06, 2010

As Graças


As Musas eram nove divindades, filhas de Zeus e Mnemósine (a Memória), e foram geradas para que herdassem a memória da mãe e perpetuassem as façanhas dos deuses. No mundo antigo, acreditavam que os poetas recebiam das Musas a inspiração para narrar essas façanhas. Aos poucos as Musas se tornaram inspiradoras e protetoras de toda forma de arte. Acreditavam ainda que a inspiração poética e a essência da Arte eram transmitidas aos mortais não só pelas Musas, mas também pelas Graças.

Os textos diferem quanto à origem das Graças, nome latino que designava as Cárites gregas. A lenda mais aceita de seu nascimento diz que eram filhas de Zeus e Eurínome. O nome e o número dessas divindades também variou muito segundo a época e a região. O grupo mais famoso foi o trio Aglaia, Talia e Eufrosina. Aglaia representava a claridade; Talia (nome também de uma das Musas) a que trazia flores; e Eufrosina, a alegria.

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Solange Firmino

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Imagem: As Graças em detalhe do quadro A Primavera, de Botticelli

domingo, janeiro 31, 2010

Nenhum a menos


Em uma escola rural chinesa, uma menina de treze anos substitui o professor licenciado. A situação da escola é precária por falta de investimento e a relação entre aluno e professor na “escola-casa” acontece em tempo integral, pois eles dormem na escola. Wei, a menina, tem que evitar a evasão escolar, um grave problema no país. Quando um aluno deixa a escola, a menina-professora faz de tudo para trazê-lo de volta.

Wei é despreparada e não tem controle sobre a aula e o comportamento dos alunos. Seu interesse é cumprir o serviço e garantir o pagamento, por isso as aulas são horríveis. A relação entre eles sofre transformações quando se interessam em resolver o problema da ausência do aluno. Querendo conseguir dinheiro para a viagem de Wei à cidade, o grupo faz cálculos das horas trabalhadas em uma olaria. As aulas se tornam significativas. Assim conta o filme “Nenhum a menos”, do chinês Zhang Yimou.

Não precisamos analisar o cinema oriental. Não precisamos usar apenas um giz por dia, como acontece na escola do filme, e ninguém passa a noite na escola, embora muitos responsáveis demorem a buscar algumas crianças menores. Mas podemos refletir sobre algumas questões que o filme aborda, como o papel do educador nas instituições de ensino e a influência que a questão social tem na Educação.

Sabemos que o conhecimento só adquire significado se vinculado à realidade. Estudamos as teorias da educação construídas ao longo de décadas e concluímos que os conteúdos assumem diferentes orientações dependendo da época. A organização do trabalho escolar ainda mantém um processo de ensino centrado na transmissão-assimilação, o que leva o professor à preocupação em apenas passar o “conteúdo” e o aluno ao cumprimento de tarefas. O conhecimento transmitido é totalmente desvinculado dos problemas impostos pela prática social.

No filme, os alunos só mudam de comportamento quando são desafiados a resolver uma ação prática, um problema real. Esse é um dos elementos de uma educação transformadora e muito sonhada. Por isso há anos existem também as teorias que dão ênfase à (re)descoberta do conhecimento a partir da atividade do aluno.

A educação transformadora cria vínculos entre aluno e professor. É humanizadora, mas não tem receita pronta. Só cuidava bem daquela escola quem via nela sua própria casa, como é o exemplo da aluna que ficou triste com os gizes desperdiçados durante uma discussão. A professora se adaptou e deu valor à escola depois que passou a conviver. Que tipo de vínculo temos com a escola e o alunos? Os alunos gostam da escola como sua própria casa? Será que moveríamos céus e terras para trazê-los de volta?

O que mais importa nessa reflexão é perceber a importância do diálogo professor-aluno para o sucesso no processo ensino-aprendizagem e colocá-lo em prática. Como são as nossas relações na dinâmica da sala de aula? Os responsáveis pelos alunos não valorizam a escola os alunos e responsáveis do filme, mas o que temos feito para que isso mude? Quantos a menos nós temos durante um ano letivo?

Sonhamos com a educação de “nenhum a menos” porque ela aborda a Cidadania e a Ética, temas transversais que devem ser incorporados em todo o trabalho educativo e nos encaminham à construção de uma sociedade mais fraterna justa e democrática. Mas o que temos feito para ela? O que você, educador, fará em 2010?

Solange Firmino


quarta-feira, janeiro 20, 2010

Midas, rei da Frígia


Anos atrás, arqueólogos da Universidade da Pensilvânia encontraram na Turquia o túmulo de um rei com muitos objetos, pratos e restos de alimentos que pareciam fazer parte de um banquete fúnebre. O túmulo foi atribuído ao rei Midas, o mais conhecido governante que teria vivido da Frígia, como era denominada a região da Turquia na Antiguidade. Tempos depois, arqueólogos da Universidade de Cornell realizaram testes e dataram esses objetos.

O lendário rei Midas consta em vários mitos, alguns deles envolvendo os deuses do Olimpo. Um deles conta que Sileno, que fazia parte do cortejo de Dioniso, deus do vinho, exagerou na bebida e se perdeu dos companheiros. O sátiro adormeceu em um jardim e foi encontrado por camponeses que o levaram ao rei Midas. Depois de saber que ele era amigo de Dioniso, Midas o acolheu e tratou muito bem.


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Solange Firmino

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Imagem: Midas e Dioniso, de Nicolas Poussin.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Vianópolis - Goiânia


''Quando o rio está começando um peixe, Ele me coisa, Ele me rã, Ele me árvore.''
(Manoel de Barros)




"O homem que possui um pente e uma árvore serve para poesia."
(Manoel de Barros)


"Eu vi uma manhã desaberta na beira de um rio igual que uma garça estivesse desaberta na beira do rio."
(Manoel de Barros)

" É da vocação da vida a beleza
e a nós cabe não diminuí-la..."
(Elisa Lucinda)


Imagens: Fotografias tiradas por mim em Vianópolis, Goiânia.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Salve 2010!


É o início de mais um ano! Apesar de todos os desastres relativos às chuvas, atentados e outras tragédias naturais ou provocadas pelo Homem nessa transição de 2009/2010, aqueles que ainda resistem têm as Esperanças renovadas.
Um brinde à vida!



Imagem: Nasa

terça-feira, dezembro 22, 2009

As Horas


Zeus era o mais importante dos deuses gregos. Ele mantinha a ordem e a justiça do mundo e dominava o Céu e fenômenos atmosféricos como chuvas e raios. Sua ascensão ao poder foi conquistada pelas vitórias em diversas lutas. A primeira delas foi contra o pai Crono, que devorava os filhos quando nasciam para se livrar da maldição de Gaia e evitar que um deles tomasse seu trono, como ele havia feito com o pai Urano.

Quando Zeus estava para nascer, Réia, auxiliada por Gaia, escapou da vigilância de Crono para dar à luz. Deixou o bebê Zeus sob os cuidados das Ninfas e, para enganar o marido, entregou pedra envolta em panos, que Crono engoliu. Quando adulto, Zeus e os irmãos lutaram contra o pai e o venceram. Zeus ficou com o Olimpo e o domínio do mundo.

Gaia ficou descontente com os olímpicos que aprisionaram os Titãs e enviou os Gigantes para vingá-los. Ajudado pelos irmãos e filhos, Zeus enfrentou os Gigantes e venceu. Gaia uniu-se ao Tártaro e gerou Tifão, monstro alado com cem cabeças de serpente e olhos que expeliam fogo. Zeus e a filha Atena resistiram ao monstro.

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Solange Firmino


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Imagem: As Horas, reprodução de escultura.


sábado, dezembro 05, 2009

Hércules mata o Leão de Neméia


Na Grécia antiga, um Leão feroz devastava a região de Neméia, perto de Micenas e Corinto, devorando rebanhos e seres humanos. O Leão era filho de Équidna, monstro com corpo de mulher e cauda de serpente que vivia nas profundezas. Com Tifão, Équidna gerou o Leão de Neméia e outras criaturas como Fix, Ortro, Hidra de Lerna, Cérbero e Quimera. Esses monstros eram violentos, por isso foram combatidos pelos heróis.

Um dos heróis que mais mataram monstros foi Héracles, mais conhecido pelo nome romano Hércules, filho de Zeus com a mortal Alcmena. Hera, a esposa ciumenta de Zeus, provocou uma loucura temporária em Hércules, que acabou matando a esposa e os filhos. Quando lúcido novamente, o herói consultou o Oráculo de Delfos, que o aconselhou a servir seu primo Euristeu. Simpatizante de Hera, o rei impôs-lhe perigosos trabalhos, os quais Hera fez de tudo para atrapalhar .

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Solange Firmino


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sábado, novembro 21, 2009

O herói Jasão

Jasão era filho de Esão, rei da Tessália, mas não ocupou logo o trono, pois havia sido tomado pelo irmão do rei, Pélias. Assim que Jasão nasceu, Pélias mandou matá-lo, mas ele foi salvo pelos pais, que o entregaram a Quíron. O centauro educou Jasão até os 20 anos, época em que Pélias organizou uma festa. Jasão resolveu aparecer na festa e, para chegar lá, atravessou a nado um rio e perdeu uma das sandálias, o que fez o tio se lembrar de uma profecia sobre um estrangeiro descalço que seria seu inimigo mortal.

Pélias reconheceu Jasão e, para evitar perder o trono, deu ao sobrinho uma tarefa considerada impossível: ele deveria capturar o Velocino de Ouro, só então seria rei. O Velocino pertencia ao carneiro que salvou os filhos de Átamas de serem sacrificados sob as ordens da madrasta. O carneiro voador foi enviado por Zeus e levou as crianças nas costas. Ao passar pelo canal que separa a Europa da Ásia, Hele caiu do carneiro, daí o nome do mar, Helesponto. Frixo continuou o voo e desceu na Cólquida, onde sacrificou o carneiro a Zeus e entregou o velo (a pele do carneiro) ao rei, que o consagrou ao deus Ares em um bosque com guardião.

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Solange Firmino


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Imagem: Jasão entrega o Tosão a Pélias. Museu do Louvre, artista desconhecido.

domingo, novembro 08, 2009

Cadmo e os Labdácidas


Agenor era bisneto de Zeus e teve vários filhos, como Europa e Cadmo, importantes personagens nos mitos gregos. Europa foi raptada por Zeus e o rei ordenou que os filhos Cadmo, Fênix e Cílix a procurassem em todo lugar e eles não poderiam voltar sem a irmã. Durante a busca, que se tornou infrutífera, os irmãos fundaram várias cidades e nelas se instalaram. Fênix se ficou na Fenícia; Cílix na Cilícia e Cadmo na Grécia.

Cadmo viajou com a mãe, Telefassa, e com ela viveu um tempo na Trácia. Após a morte da mãe, ele foi aconselhado pelo Oráculo de Delfos a parar de procurar a irmã e fundar uma cidade. Ele deveria escolher o local seguindo uma vaca até que esta caísse de cansaço. Quando encontrou a vaca com o sinal previsto, Cadmo a seguiu até a região da Beócia, onde ela parou. Quando tentou pegar água em uma fonte, teve que matar a pedrada o dragão que a guardava, pois este matou primeiro os companheiros de Cadmo.

A conselho de Atena, Cadmo semeou na terra os dentes do dragão morto. Dos dentes semeados surgiram guerreiros armados e ameaçadores. Cadmo jogou uma pedra no meio deles, o que desencadeou uma disputa após se acusarem uns aos outros. No fim da luta restaram cinco guerreiros vivos, os Spartói (os Semeados), que ajudaram Cadmo na fundação de Tebas e foram considerados ancestrais das famílias tebanas nobres.

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Solange Firmino


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Imagem: Édipo e a Esfinge.

domingo, outubro 25, 2009

Zagreu, o primeiro Dioniso

De acordo com os mistérios órficos, o primeiro Dioniso, chamado Zagreu, nasceu de Zeus e Perséfone. Para que a ciumenta esposa Hera não fizesse nada contra o menino, Zeus o deixou aos cuidados de Apolo e os curetes na região do monte Parnaso. Mas Hera descobriu o esconderijo e ordenou aos Titãs que o capturassem. Zagreu tentou fugir metamorfoseado em touro, mas foi pego pelos Titãs, que o cortaram em pedaços, cozinharam as carnes em um caldeirão e o devoraram.

O gesto dos Titãs foi incorporado aos rituais relacionados a Zagreu, quando, nas festas comemorativas, o dilaceramento do deus era relembrado com animais sacrificados. A ingestão da carne simbolizava a junção com o deus, como se a própria divindade penetrasse no ser do indivíduo.

Zeus fulminou os Titãs pelos seus atos e das cinzas nasceram os homens. Com esse fato, os órficos pregavam a reencarnação e a origem divina da alma, explicando que os homens descendem dos deuses, que participam de algum modo da natureza humana. O mito também explicava a natureza humana, composta de bem e mal: cada ser humano traz dentro de si uma faísca do divino, sinônimo do bem. A parte titânica é má.

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Solange Firmino


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quinta-feira, outubro 08, 2009

Aventuras e desventuras de Teseu


Teseu era filho de Egeu, rei de Atenas, e antes de se tornar um grande rei viveu muitas aventuras. A mais famosa foi aquela em que matou o Minotauro e escapou do Labirinto onde o monstro habitava. Minos recebeu de Poseidon um magnífico touro e o guardou, em vez de sacrificá-lo. Enfurecido, Poseidon pediu à Afrodite que inspirasse na esposa do rei uma paixão pelo touro. Pasífae pediu ao arquiteto Dédalo que fizesse uma vaca oca de madeira para que ela entrasse e consumasse seu desejo. Dessa união nasceu o Minotauro, com cabeça de touro e corpo de homem. Minos encarregou Dédalo da construção do Labirinto onde foi colocado o monstro.

O Minotauro se alimentava de carne humana, enviada por Atenas como pagamento de um tributo, pois anos atrás Minos vencera uma guerra contra a cidade. A cota era sete rapazes e sete moças. O tributo somente cessaria quando o Minotauro morresse. Decidido a livrar Atenas desse fardo, Teseu resolveu ir a Creta como um dos jovens destinados ao sacrifício. Egeu combinou com o filho que, se ele voltasse são e salvo, deveria trocar a vela negra do navio por uma branca; dessa forma, quando avistasse a embarcação, saberia que o filho estava vivo.

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Solange Firmino


Texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.


Imagem: Teseu eo o Minotauro, mosaico romano.

segunda-feira, setembro 28, 2009

Lua


Maravilhosa imagem enviada pelo astronauta Jose em 28/09/09 pelo Twitter
"Vista de la Luna, Tierra y delgado atmosfera de la Tierra"

Para segui-lo:
http://twitter.com/Astro_Jose