terça-feira, agosto 30, 2005

Parto


(...)

Tem dias que arranco
à força
a palavra-criança
dolorida
costurada
palavra-semente
sob anestesia

(...)

Solange Firmino

4 comentários:

Anônimo disse...

Oi Solange.
Venho de vez em quando te fazer uma visitinha por aqui, e este poema me agradou muito. Parabéns! Gosto do que você escreve.
Abraços,

Alvâni André.

paraibanos disse...

oi querida,
ele gostou muito da foto e eu muito do poema, quem somos?

Andrea Motta disse...

Solange, este poema é fantástico!
lembrou-me um meu , que foi premiado..vou deixa-lo abaixo pra você.

Transparência Digital
Andréa Motta


Impoluto o tempo eclode
a transparência digital das falanges.
Em estado gestacional os caracteres
pontos e virgulas fecundam a ânima.

Aos poucos transformam-se em rabiscos.
Em momentos de tensão e paz, as palavras
implodem nas alamedas cerebrinas

As mãos formigam
Enquanto os vocábulos adornam o papel
tudo é similar a um parto.
Suor na testa, contrações,extâse, dor.

Enfim a emoção de parir.
Cortado o cordão umbilical,
Eis o poema.
03/02/05

Luiz Ernani disse...

Vejo que abordamos, por coincidência, um mesmo tema. Gostei muito do seu poema e de todos outros que li. Abraço.