quarta-feira, junho 01, 2005

Metamorfose


METAMORFOSE

O casulo está cheio de silêncio.
Prepara a palavra na raiz.
O poema nasce do casulo-idéia.
Abre suas asas e
pousa na brancura do papel
à espera de fonemas
que se formem
e se transformem
em idéias
novamente.

Solange Firmino



2 comentários:

Rosane disse...

Oi Sol, vim visitar seu blog pelo Orkut! Achei q já o tinha feito antes! Vc se inscreve no q escreve. E metamorfoseia as palavras. Q bom! Viram poemas-borboletas! Beijos...:-)

vera disse...

A lagarta gorda, comilona, que se arrasta pelas folhas provocando repulsão cai ao chão. Imobiliza-se e em seu silêncio metaboliza seu próprio tecido muscular, destrói toda a sua forma, o seu ser. Pacientemente, numa espera exata, reconstroi tudo, de forma diferente. Liberta-se do casulo e eclode em beleza.

Ah, esses poetas...

Bem disse Manoel de Barros retirar semelhanças de pessoas com árvores,com rãs,com pedras...